O Itaú abriu sua Conta Global para os clientes Uniclass, um degrau abaixo do Personnalité, e passou a brigar de frente pelo brasileiro que gasta em moeda estrangeira. Junto com a expansão, o banco cortou o spread cambial para 0,78% e reuniu câmbio, cartão internacional e transferências dentro do próprio aplicativo, num mercado que até pouco tempo era das fintechs.
O que a Conta Global do Itaú oferece
| Recurso | Detalhe |
|---|---|
| Moedas | Conta em dólar e euro pelo aplicativo |
| Spread cambial | 0,78% |
| IOF sobre conversões | 3,5% |
| Cartão de débito | Aceito em mais de 180 países |
| Compra de moeda | Automática, por cotação-alvo definida pelo cliente |
Condições da Conta Global do Itaú informadas pelo banco. Fonte: Valor Investe
Bancões avançam sobre um mercado que era das fintechs
A Conta Global estreou para o topo da renda do Itaú no fim de 2025 e agora desce ao Uniclass, faixa intermediária e de público bem maior. “A Conta Global nasce para simplificar a vida do nosso cliente que faz viagens para o exterior”, afirma Beatriz Couto, diretora do Itaú Uniclass. Segundo ela, o objetivo foi “integrar toda a jornada, da compra de moeda ao uso no dia a dia, dentro do Superapp”.
Na prática, o cliente ativa a conta pelo próprio aplicativo, mantém saldo nas duas moedas, recebe um cartão de débito aceito em 180 países ou mais no exterior e pode deixar a compra de dólar programada para uma cotação-alvo. O mesmo spread de 0,78% passa a valer também nas transferências internacionais feitas pelo app.
O movimento coloca o banco de frente com quem abriu esse mercado. Nomad, Wise e Revolut agora convivem com bancos digitais que embutiram a mesma oferta no aplicativo: o Inter já levou sua conta global a 5 milhões de clientes e o PicPay lançou conta global com cartão em dólar e euro. Em vez de deixar o câmbio de viagem só com as especializadas, os grandes bancos puxaram para dentro do próprio app o câmbio, o cartão internacional e as remessas.







