O Itaú Unibanco decidiu centralizar em Luxemburgo o comando de suas frentes corporativas e de investimento na Europa, e uma fatia dos profissionais que trabalham hoje em Londres deve migrar para o novo endereço. A entidade que passará a concentrar essas atividades administra por volta de US$ 51 bilhões de clientes, e o banco projeta encerrar a transição até o fim de 2027.
Reorganização europeia do Itaú
| Item | Detalhe |
|---|---|
| Nova sede europeia | Luxemburgo (Itaú Europe, CEO Thomas Campion) |
| Entidades sob a nova estrutura | Reino Unido, Portugal e Suíça (private) |
| Ativos sob gestão | cerca de US$ 51 bilhões |
| Carteira de crédito | US$ 7 bilhões |
| Conclusão prevista | fim de 2027 (pendente de aprovações) |
Reorganização europeia do Itaú. Fonte: Bloomberg Línea
O que muda na estrutura europeia
Reunidos sob o guarda-chuva do Itaú Europe, sediado em Luxemburgo, passam a conviver três braços: a operação britânica, a portuguesa e o banco suíço voltado ao segmento private. As três praças seguem ativas, mas a unidade sediada no Reino Unido deve caminhar aos poucos para um foco quase exclusivo em mercados internacionais, em linha com a unificação da tesouraria na América Latina que o banco vem promovendo. Quantos cargos deixam a capital inglesa rumo ao ducado a instituição preferiu não revelar.
A lógica declarada é encurtar a distância entre o balcão europeu e os clientes latino-americanos. “Para clientes que têm, do ponto de vista estratégico, participação dentro da América Latina, queremos ser o banco de escolha, oferecendo um produto de banco comercial como um todo”, afirmou Pedro Lorenzini, responsável pela área de mercados globais e tesouraria do banco, à Bloomberg Línea.








