O Itaú Unibanco vai liberar até 12 meses grátis do plano Gemini AI Plus, do Google, para toda a sua base de clientes, pessoa física e Itaú Empresas. Anunciado no evento Google for Brasil, o benefício chega pelos programas Minhas Vantagens e Mais Vantagens e dá acesso ao Gemini Pro 3.1, à pesquisa Deep Research e a ferramentas de geração de imagem, música e vídeo.
O que o cliente Itaú recebe no Gemini AI Plus
| Recurso |
O que inclui |
| Modelo principal |
Gemini Pro 3.1 |
| Pesquisa |
Deep Research |
| Imagem e música |
Nano Banana e Lyria |
| Vídeo |
Omni, novo modelo do Google |
| Armazenamento |
400 GB, para até 5 pessoas |
| Período grátis |
Até 12 meses, conforme o tier do cliente |
Itens do plano Gemini AI Plus oferecido pelo Itaú. Fonte: Convergência Digital
Um plano premium de IA virando benefício de banco
O Gemini AI Plus é o plano de entrada pago do Google, vendido por R$ 24,99 por mês no Brasil. Oferecer 12 meses gratuitos coloca o benefício na casa de R$ 300 por cliente, distribuído conforme o nível de cada um nos programas de relacionamento. A aposta é usar a escala da base, de milhões de correntistas, como canal de distribuição de IA de consumo.
“Essa parceria conecta a escala e o relacionamento do Itaú com a capacidade de inovação do Google para levar tecnologia de forma prática para o dia a dia das pessoas. Nosso objetivo é tornar o acesso à IA cada vez mais simples, útil e relevante para os clientes”, afirmou Rodrigo Carneiro, diretor de Parcerias e Beyond Banking do Itaú Unibanco. Banco e empresa de tecnologia disseram ainda que vão desenvolver experiências conjuntas, aplicando IA a jornadas digitais.
Por que o Google quer o banco como canal
Para o Google, o acordo é uma jogada de distribuição em massa, num momento em que a empresa vem transformando o Gemini em plataforma de compras e tarefas. “O plano AI Plus foi desenvolvido para quem busca otimizar a rotina com a IA de ponta do Google. A parceria com o Itaú, que vai levar esse recurso para milhares de brasileiros, é um importante passo na democratização do acesso”, disse Leandro Esposito, diretor de Parcerias para a Busca e Gemini do Google na América Latina.
O movimento segue uma tendência em que instituições financeiras passam a embarcar IA generativa direto na relação com o cliente, como quando o mercado viu um birô de crédito levar educação financeira para dentro de um chatbot. Para o banco, o benefício entra na estratégia de beyond banking, de entregar vantagens que vão além da conta corrente.
O que observar
O ponto a acompanhar é se IA de consumo vira fator real de retenção e engajamento, ou só mais um item na vitrine de pontos e descontos. Bancos de varejo e programas de fidelidade vêm acumulando benefícios de terceiros, e o custo de bancar uma assinatura premium para milhões de clientes só se paga se houver ganho mensurável em atividade e permanência. Vale observar a taxa de resgate e de uso recorrente, não só o número de elegíveis.
Há também a camada de dados. Quando um banco intermedeia o acesso de sua base a uma plataforma de uma big tech de IA, a pergunta que fica é como ficam o consentimento e a separação entre o dado bancário e o dado de uso da ferramenta. Para o setor, o teste será definir governança de privacidade clara antes que o uso escale, sob o olhar das regras de proteção de dados.
Fontes: Convergência Digital • TI INSIDE • Google • Let’s Money