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Itaú leva IA generativa à maquininha com pagamento por voz

Itaú integra IA generativa à laranjinha+ com comando de voz para crédito, débito e Pix, sem celular. Disponível em junho via update de software.

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· 3 min

Atualizado em

Foto: Divulgação

O Itaú integra IA generativa à laranjinha+, sua maquininha de pagamentos, com cobrança por comando de voz diretamente no terminal, sem necessidade de celular ou dispositivos externos. A funcionalidade chega via atualização de software a partir de junho, sem troca de equipamento.

IA generativa na laranjinha+: como funciona

Aspecto Detalhe
Interface Comando de voz no terminal (sem celular)
Pagamentos aceitos Crédito, débito, Pix
Rollout Junho 2026, via update de software
Escuta contínua Não: ativação controlada
Arquitetura Modelos open-source treinados internamente (ICTi)

Funcionalidades divulgadas pelo Itaú Unibanco. Fonte: TI Inside

Voz como interface de pagamento

A experiência funciona assim: o lojista ativa a IA na própria laranjinha+, informa o valor e a forma de pagamento por voz, e o terminal interpreta o comando, conduz o fluxo e apresenta a cobrança na tela pronta para finalização. A Inteligência Itaú pode interagir ao longo do processo, tirando dúvidas e confirmando informações, sem alterar os protocolos de segurança já existentes. “A IA segue exatamente essa lógica: nasce para resolver dores reais do dia a dia, principalmente a necessidade de ganhar velocidade, reduzir erros e simplificar a operação”, disse Angelo Russomanno, diretor de recebimentos e adquirência do Itaú Empresas.

O terminal foi desenvolvido a partir de escuta de mais de 5 mil empreendedores. Estudos internos do banco apontam que 84,3% dos consultados têm interesse em maquininha com comando de voz, e 82,5% afirmam que a funcionalidade teria impacto positivo na adoção do terminal. Os dados são autodeclarados pelo próprio banco, sem auditoria independente. O Itaú também expandiu sua atuação em interfaces não convencionais nos últimos anos, como quando colocou Pix dentro do WhatsApp e mirou no “dinheiro de bolso”.

Técnica, escala e o mercado que recebe o Itaú

A solução foi desenvolvida em parceria com o Instituto de Ciência e Tecnologia do Itaú (ICTi), que testou diferentes arquiteturas de IA e avaliou performance e viabilidade operacional no varejo em tempo real. “Entre os principais avanços alcançados está a redução significativa da latência no reconhecimento de voz, resultado de pesquisas com modelos de linguagem de código aberto treinados e validados internamente”, afirmou Adriano Tchen, diretor de tecnologia do Itaú Unibanco. O uso de modelos open-source treinados in-house, em vez de APIs comerciais, sinaliza aposta em controle de dados e independência técnica.

O Itaú não é o primeiro a chegar nesse segmento. Em fevereiro, o Jota lançou maquininha por voz e mirou em crédito. No mesmo período, o PagBank também anunciou terminal com assistente de voz por IA. A chegada de uma das maiores redes de adquirência do país muda o peso do movimento: não é mais uma aposta isolada de fintech, mas um sinal de que o segmento vai escalar. Adriano Tchen já antecipou os próximos passos: “As próximas evoluções previstas incluem novas funcionalidades de suporte ao lojista e geração de insights sobre vendas, ampliando ainda mais o papel da maquininha na gestão dos negócios.”

O que observar

O principal teste desta implementação não é tecnológico, é operacional: reconhecimento de voz em ambientes de varejo de alta rotatividade e ruído é um dos desafios técnicos mais complexos desse tipo de solução. A redução de latência citada pelo ICTi é um avanço relevante, mas o desempenho real em diferentes regiões, sotaques e ambientes ruidosos só aparece no uso em escala. O rollout gradual a partir de junho vai gerar os primeiros dados comparáveis: vale acompanhar se a taxa de erro de reconhecimento é divulgada junto com os próximos indicadores de adoção.

Vale acompanhar também como adquirentes e fintechs de menor porte respondem à pressão de escalar funcionalidades similares. Quando a maior rede de adquirência do país adota IA conversacional no terminal físico, o benchmarking se torna inevitável para o restante do setor. A pergunta para o segmento é se a vantagem competitiva real está na funcionalidade em si ou na base de lojistas que a torna economicamente viável de escalar. Veja, ainda, o avanço de Visa e Mastercard em pagamentos feitos por agentes de IA: o terminal inteligente e o agente de pagamentos convergem para o mesmo ponto de contato com o lojista.

Fontes: TI Inside

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