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IAIA · assistentes de IA

Itaú leva assistente de IA a 100% dos clientes até 2026

O Itaú lançou o ia.i, assistente de IA no app que executa Pix por voz e conversa em linguagem natural, com meta de atingir 100% da base até o fim de 2026.

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casa.da.photo / Shutterstock.com

O Itaú começou a liberar para os clientes o “ia.i”, um assistente de IA que vive dentro do app. O rollout parte de 300 mil usuários, mira 1 milhão em setembro e deve alcançar 100% da base até o fim de 2026. O diferencial em relação a um chatbot comum: além de conversar em linguagem natural, a ferramenta executa transações, incluindo Pix por comando de voz.

O plano de escala do ia.i

Marco Alcance
Lançamento (julho de 2026) 300 mil clientes
Até setembro de 2026 1 milhão de clientes
Até o fim de 2026 100% da base

Cronograma de expansão do assistente ia.i divulgado pelo Itaú. Fonte: Valor Econômico

Do chat à execução

O “ia.i” aparece como um botão flutuante na home do app e foca em quatro frentes: aproximar o usuário da própria vida financeira, ajudá-lo a entender os produtos do banco, apoiar a gestão do dinheiro e executar transações. A função é multimodal, aceita texto, áudio e imagens, e cruza o extrato para responder pedidos do tipo “como faço para economizar?”, dizer quanto o usuário torrou com transporte por app no mês ou apontar qual cartão rende mais para o seu perfil. Aproveitando uma ferramenta que o banco já tinha no WhatsApp, o assistente também monta um Pix a partir de comando de voz e só fecha a operação depois de um ok explícito do usuário.

O nome é um acróstico para “inteligência artificial do Itaú” e brinca com a saudação “e aí?”. Não é a primeira aposta do banco em IA proprietária: em julho, o Itaú criou uma IA para identificar viés em outras IAs.

“Nos sentimos confortáveis em lançar essa solução porque o Itaú está na vanguarda da tecnologia”, disse João Araújo, diretor de estratégia e de IA do banco.

A aposta na escala e no fator humano

O salto de 300 mil para toda a base em poucos meses é o ponto mais ambicioso do anúncio. Executar uma transferência por voz eleva a régua de confiança, e o banco vem reforçando controles de identidade, como o uso de base de dados para barrar contas laranja no cadastro. Segundo o banco, a tecnologia já teria triplicado o tempo que cada funcionário dedica ao cliente e dobrado a velocidade do atendimento.

A leitura interna é de que a automação realoca o trabalho, em vez de cortá-lo. “Em certos pontos a IA vai assumir o que nosso colaborador faz, em outros vai ampliar o humano e em outros antecipar o que precisa ser feito”, explicou Pedro Prates, diretor de negócios de pessoa física do banco. Para ele, reduzir despesa não é o objetivo do projeto: os profissionais afetados seriam remanejados para tarefas de maior valor.

O que observar

O salto aqui é de assistentes que respondem para assistentes que executam. Quando a IA passa a montar uma transferência a partir de um comando de voz, o ponto sensível deixa de ser a qualidade da resposta e vira a camada de confirmação e de responsabilidade: quem valida a intenção, como se prova o consentimento, o que acontece se a operação sai errada. Para bancos de varejo, o teste será menos a fluência da conversa e mais a taxa de erro em transações de valor. E há a questão do trabalho: se a promessa é realocar o atendimento humano em vez de reduzi-lo, vale acompanhar se as áreas de relacionamento sustentam o time à medida que a automação escala para a base inteira.

Fontes: Valor EconômicoMobile TimeIT ForumLet’s Money

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