O Itaú Unibanco aprovou a incorporação e extinção do Banco Itaucard, subsidiária integral que já não tinha operações ativas. A assembleia realizada em 28 de abril de 2026, com 92,28% de participação dos acionistas, referendou a cisão parcial que transfere para o Itaú a emissão de cartões, programas de fidelidade e financiamento de veículos, num movimento de racionalização que depende apenas do aval do Banco Central.
Incorporação do Itaucard
| Item | Detalhe |
|---|---|
| Subsidiária | Banco Itaucard (integral, sem operações ativas) |
| Ação | Cisão parcial + incorporação pelo Itaú Unibanco + extinção |
| Atividades transferidas | Cartões de crédito, arranjos de pagamento, fidelidade, financiamento de veículos |
| Impacto ITUB4 | Zero (sem aumento de capital) |
| Pendência | Aprovação do Banco Central |
Fonte: Money Times
O que muda na prática
O Itaucard era o veículo jurídico por onde passavam as operações de cartão de crédito, gestão de arranjos de pagamento, programas de fidelidade e financiamento de veículos, máquinas e equipamentos. Essas atividades já vinham sendo transferidas gradualmente para o Itaú Unibanco e outras empresas do conglomerado. A incorporação formaliza uma migração que, na prática, já estava concluída.
Para acionistas de ITUB4, o impacto financeiro é zero: não há substituição nem aumento de capital, já que o Itaucard era controlado integralmente. O banco declarou que a extinção da subsidiária se alinha à racionalização de recursos e otimização de estruturas para gerar eficiência e sinergia. A transação ainda depende de aprovação do Banco Central, com eficácia prevista para o último dia do mês de aprovação.
O movimento faz parte de um ciclo mais amplo de simplificação societária do Itaú. Enquanto elimina entidades sem operação ativa no Brasil, o banco segue expandindo fora: há poucos dias, o Itaú pediu licença para operar como banco nos EUA mirando 2,3 milhões de clientes potenciais. No mercado de adquirência, a Rede avançou e liderou o volume transacionado entre adquirentes.








