O Itaú Unibanco acaba de apresentar o Scope, uma solução de transferência eletrônica de fundos (TEF) agnóstica que se conecta a todo o mercado de pagamentos. A novidade chega por meio do Conexão Tech, empresa independente criada a partir da aquisição de ativos de software da NCR Brasil em 2024, e promete resolver gargalos históricos do setor com foco em segurança, estabilidade e suporte técnico especializado.
O TEF é responsável por cerca de 35% do fluxo de pagamentos com cartões no Brasil e funciona como a espinha dorsal do varejo físico, conectando o ponto de venda ao sistema financeiro. Apesar da relevância, o mercado ainda enfrenta desafios como integração complexa, dependência de conexão estável e falta de suporte efetivo — problemas que o Scope pretende endereçar.
Como funciona o Scope e o que ele traz de novo
A solução opera de forma independente e agnóstica, ou seja, sem amarras a adquirentes ou bandeiras específicas. Segundo informações divulgadas pelo TI Inside, o Scope já conta com mais de 60 mil pontos de venda integrados e aceita mais de 500 bandeiras. A arquitetura orientada a cloud garante flexibilidade e resiliência, reduzindo riscos de indisponibilidade no momento do pagamento.
Angelo Russomanno, diretor de pagamentos para pessoa jurídica do Itaú, afirma que o movimento responde a uma demanda do próprio mercado. “Especialmente de software houses e grandes varejistas — por uma nova alternativa de TEF que atendesse às suas necessidades, fortalecendo o varejo com soluções mais robustas e interoperáveis”, explica o executivo.








