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Itaú lança Scope, TEF agnóstico para todo o varejo

Solução independente promete mais estabilidade e aceita 500 bandeiras, mirando grandes redes e pequenos estabelecimentos

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· 2 min

Atualizado em

Foto: Reprodução/Mercado & Consumo

O Itaú Unibanco acaba de apresentar o Scope, uma solução de transferência eletrônica de fundos (TEF) agnóstica que se conecta a todo o mercado de pagamentos. A novidade chega por meio do Conexão Tech, empresa independente criada a partir da aquisição de ativos de software da NCR Brasil em 2024, e promete resolver gargalos históricos do setor com foco em segurança, estabilidade e suporte técnico especializado.

O TEF é responsável por cerca de 35% do fluxo de pagamentos com cartões no Brasil e funciona como a espinha dorsal do varejo físico, conectando o ponto de venda ao sistema financeiro. Apesar da relevância, o mercado ainda enfrenta desafios como integração complexa, dependência de conexão estável e falta de suporte efetivo — problemas que o Scope pretende endereçar.

Como funciona o Scope e o que ele traz de novo

A solução opera de forma independente e agnóstica, ou seja, sem amarras a adquirentes ou bandeiras específicas. Segundo informações divulgadas pelo TI Inside, o Scope já conta com mais de 60 mil pontos de venda integrados e aceita mais de 500 bandeiras. A arquitetura orientada a cloud garante flexibilidade e resiliência, reduzindo riscos de indisponibilidade no momento do pagamento.

Angelo Russomanno, diretor de pagamentos para pessoa jurídica do Itaú, afirma que o movimento responde a uma demanda do próprio mercado. “Especialmente de software houses e grandes varejistas — por uma nova alternativa de TEF que atendesse às suas necessidades, fortalecendo o varejo com soluções mais robustas e interoperáveis”, explica o executivo.

Conexão Tech e a estratégia de independência

Para garantir que o Scope seja uma alternativa real para todo o ecossistema, o Itaú criou o Conexão Tech com marca, sede e governança próprias. O modelo foi aprovado pelo Cade e reforça o compromisso com a neutralidade competitiva. Rudolf Popper, head da empresa, destaca que o diferencial está na combinação de robustez tecnológica com suporte próximo ao varejista. “O maior risco do varejo é a indisponibilidade do sistema no momento da venda. Nosso objetivo é justamente garantir a operação e modernizar toda a plataforma de TEF”, diz.

A solução atende desde pequenos estabelecimentos até grandes redes com alto volume transacional e múltiplos caixas, oferecendo gestão centralizada e conciliação automática. Com o Scope, o Itaú reposiciona o TEF como diferencial competitivo num setor estratégico que há anos pedia renovação.

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