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Itaú mira 1 mi de maquininhas que cobram por voz até 2027

O Itaú liberou a cobrança por comando de voz na maquininha Laranjinha+ para todos os clientes e mira 1 milhão de aparelhos com IA generativa até 2027.

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Atualizado em

Foto: Divulgação

O Itaú liberou para todos os clientes da maquininha Laranjinha+ a cobrança por comando de voz, recurso movido a IA generativa que saiu do piloto nesta semana. Na prática, o lojista fala o valor e a forma de pagamento, e o aparelho conduz o resto, sem navegar por menus.

A escalada da nova Laranjinha+ em 2026

Etapa Número
Maquininhas no campo hoje 150 mil
Ritmo de distribuição 35 a 45 mil por mês
Meta até o fim de 2026 500 mil unidades

Distribuição da nova Laranjinha+ ao longo de 2026. Fonte: Acessa.com

Como a cobrança por voz funciona

Quem já tem o aparelho precisa atualizar o software da maquininha. Depois, basta informar o valor e a forma de pagamento, e a maquininha interpreta o comando e mostra o pedido na tela. O assistente aceita Pix, cartões de crédito e débito e voucher de alimentação ou refeição, além de esclarecer dúvidas e solicitar informações ao operador.

O recurso operou como piloto durante maio de 2026, quando o Itaú levou a IA generativa à maquininha com pagamento por voz. A demanda apareceu antes do produto: em pesquisa do próprio banco, 84,3% dos empresários disseram ter interesse em uma maquininha com comando de voz, e 82,5% afirmaram que a função impactaria positivamente a adoção e o uso do equipamento.

“É parte desse movimento de transformação de uma maquininha simples de pagamentos para uma plataforma completa”, disse Angelo Russomanno, diretor de Recebimentos e Adquirência do Itaú Empresas, ao Acessa.com.

A corrida por 1 milhão de aparelhos

A função de voz chega enquanto o banco acelera a troca da frota. São 150 mil unidades da nova Laranjinha+ já no campo, com distribuição de 35 a 45 mil novas por mês e meta de 500 mil até o fim de 2026. O banco espera alcançar 1 milhão de unidades do novo modelo até 2027.

O movimento se apoia em um negócio de adquirência em expansão. No primeiro trimestre de 2026, o volume transacionado da operação somou R$ 283,3 bilhões, alta de 26% sobre o mesmo período do ano anterior, ritmo acima dos 8,3% do mercado. A disputa por terminais inteligentes ganha outros players: o Santander, por exemplo, trouxe a maquininha Getnet para dentro do app PJ. “Esse ainda é o começo, tem muito mais para evoluir nesse processo de ajudar o cliente a gerir o negócio”, afirmou Adriano Tchen, diretor de Tecnologia do Itaú, ao Acessa.com.

O que observar

O comando de voz desloca a interface da maquininha do toque para a fala, e o teste decisivo será a adoção no balcão. Vale acompanhar se donos de pequenos negócios, acostumados a digitar valores, trocam o gesto pela voz em ambientes barulhentos, como feiras, padarias e lojas de rua, onde o reconhecimento pode falhar e gerar correções manuais.

A pergunta que fica é se a camada de IA generativa vira diferencial competitivo entre adquirentes ou apenas mais um recurso esperado pelo lojista. Se a função reduzir de fato o tempo por transação, a pressão tende a recair sobre bancos e fintechs de adquirência que ainda operam terminais sem assistente, num mercado em que ganhar fatia depende cada vez mais de software, não só de taxa.

Fontes: Mobile TimeAcessa.comEconomic News BrasilLet’s MoneyLet’s Money

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