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MarketingFintech · Itaú

Itaú reforça aposta no Miami Open com 50 anos de tênis e disputa pela alta renda

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Área externa do Hard Rock Stadium, quadra principal do Miami Open • Divulgação/Itaú

O Itaú Unibanco ampliou sua estrutura no Miami Open 2026, que segue até domingo (29) no Hard Rock Stadium. O torneio, patrocinado pelo banco desde 2009, reuniu mais de 400 mil pessoas em 2025, com brasileiros formando o segundo maior público. A pré-venda exclusiva para clientes cresceu 43% neste ano, com 2,1 mil ingressos vendidos e 4.794 convidados ao longo das duas semanas.

Estratégia do Itaú no tênis
Camada O que entrega Perfil de cliente
Lounge Personnalité Acesso aberto, troféu, bar Todos os clientes
Área intermediária Vista privilegiada das quadras Renda a partir de R$ 15 mil ou R$ 250 mil investidos
Espaço exclusivo Restaurante, bar, encontros com atletas Patrimônio a partir de R$ 10 milhões

De patrocínio a plataforma de negócios

O Itaú completa 50 anos no tênis em 2026, desde a criação da Copa Itaú de Tênis em 1976. A presença no Miami Open começou há cerca de duas décadas, quando o torneio ainda era realizado em Key Biscayne. Desde 2014, o banco detém os naming rights do evento. “Exposição de marca já não é mais suficiente. Hoje, o cliente espera benefícios reais e experiências diferenciadas”, disse Rodrigo Montesano, superintendente de marketing e patrocínios do Itaú, ao Valor. O banco patrocina Bia Haddad Maia desde 2022 e Carlos Alcaraz, número 1 do mundo, desde 2024, além de manter embaixadores regionais na Colômbia, Chile e Paraguai.

A estratégia passou a ser medida em duas frentes. “Tem marca e tem negócio. Temos times de social que acompanham menções e de inteligência artificial que mapeiam onde a marca aparece. Mas também avaliamos relacionamento e geração de negócio”, afirmou Montesano. O impacto econômico do Miami Open na cidade é estimado em US$ 400 milhões. O Itaú registrou lucro recorrente de R$ 46 bilhões em 2025, com receita total superior a R$ 150 bilhões.

Nubank entra na disputa por Miami

A movimentação do Itaú ocorre num momento em que rivais também avançam sobre o público brasileiro de alta renda na Flórida. O Nubank fechou acordo de naming rights para o Nu Stadium, novo estádio do Inter Miami de Lionel Messi, com inauguração prevista para 4 de abril. O contrato de longo prazo inclui logo na camisa do clube e espaços exclusivos no estádio de 26,7 mil lugares. A fintech, que obteve licença bancária condicional nos EUA em janeiro de 2026, também negocia naming rights do estádio do Palmeiras no Brasil.

O que observar

A disputa entre grandes bancos e fintechs pelo público de alta renda na Flórida está migrando do produto financeiro para o território de marca. Enquanto o Itaú acumula 50 anos de associação com o tênis e aposta em permanência (o cliente passa o dia no evento, consome e se relaciona), o Nubank aposta em escala de audiência via futebol, com Messi como atrativo global. A questão é qual modelo converte mais em relacionamento bancário de longo prazo: o acesso curado a experiências premium com 4.794 convidados selecionados, ou a exposição massiva de um estádio com 26,7 mil lugares e transmissões globais?

Vale acompanhar os próximos earnings de ambas as instituições para sinais de captação de clientes de alta renda offshore. A Flórida, com sua concentração de brasileiros de alta renda, tornou-se campo de batalha onde patrocínio esportivo funciona como porta de entrada para wealth management.

Fontes: Valor EconômicoAbramarkBloomberg Línea

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