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Itaú Personnalité lança conta para filhos e mira família inteira

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· 2 min

Atualizado em

Foto: Shutterstock

O Itaú Personnalité está lançando a “Conta Filhos”, voltada a jovens de 8 a 17 anos, filhos de correntistas de alta renda. A oferta inclui Pix, cartão de débito, cofrinhos com rendimento de 100% do CDI e controle parental em tempo real. A liberação será gradual e deve cobrir toda a base até abril.

Família de alta renda como estratégia

O Personnalité atende clientes com renda mensal a partir de R$ 15 mil ou ao menos R$ 250 mil investidos, totalizando cerca de 2 milhões de correntistas. Desde o reposicionamento de 2023, que incluiu reformulação da marca, ajustes no cartão e revisão da experiência digital, a conquista anual de novos clientes triplicou e a base cresceu cerca de 50%. “Deixamos de olhar só para o indivíduo e passamos a considerar a família como um todo dentro da relação com a instituição”, disse Adriana dos Santos, diretora do segmento.

A conta permite Pix, transferências, saques e pagamentos, com cartão de débito físico e virtual. Pais acompanham movimentações pelo mesmo aplicativo, enviam dinheiro, programam mesada e definem limites. A funcionalidade de cofrinhos organiza metas de poupança com rendimento a 100% do CDI. A iniciativa foi apresentada durante o Miami Open, torneio patrocinado pelo banco, e deve ser expandida para outros segmentos do Itaú. O Player’s Bank, que atendia jovens a partir de 14 anos com a conta Start, será descontinuado em 31 de março por baixa adesão. O Itaú também pediu licença para operar como banco nos EUA, reforçando o movimento de expansão do grupo.

O que observar

Contas para menores já são oferecidas por concorrentes digitais sem exigir vínculo do responsável, o que amplia a base de captação. A aposta aqui vai na direção oposta: restringir ao cliente de alta renda existente e usar a conta como extensão do relacionamento familiar. A lógica é criar vínculo precoce com futuros herdeiros de grandes patrimônios, antes que plataformas digitais capturem esse público. A descontinuação de uma conta anterior voltada ao público gamer mostra que posicionamento importa: uma oferta genérica não gerou adesão, enquanto um produto ancorado na marca premium e no controle parental tenta resolver um problema concreto.

Vale acompanhar se a expansão para segmentos de massa se confirma e em que prazo, já que o volume real está fora do público premium. Se o modelo funcionar, incumbentes de alta renda teriam uma vantagem estrutural: iniciar o relacionamento bancário anos antes da concorrência, com dados de comportamento financeiro desde a adolescência.

Fontes: Valor EconômicoNeoFeed

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