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SegurançaRegulação · Febraban

Itaú e PicPay devem ressarcir idosos em golpe de R$ 1,1 mi

Justiça reconheceu falha na prestação de serviço após criminosos usarem dados confidenciais e realizarem transferências atípicas

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· 2 min

Atualizado em

Foto de Tingey Injury Law Firm na Unsplash

Duas decisões judiciais recentes condenaram o Itaú Unibanco e o PicPay a ressarcir clientes idosos vítimas de um golpe milionário que resultou em prejuízo superior a R$ 1,1 milhão. A Justiça reconheceu falha na prestação de serviço das instituições financeiras, que não impediram movimentações atípicas mesmo após criminosos demonstrarem conhecimento detalhado de dados confidenciais das vítimas.

Como os criminosos agiram

Segundo informações do InfoMoney, a vítima recebeu uma ligação de alguém que se apresentou como representante da Febraban. O criminoso mencionou dados precisos como número de telefone, agência do Itaú e nome do gerente responsável pelo relacionamento.

O golpista alegou estar apurando uma suposta fraude interna na agência. Alertou que um resgate indevido de R$ 200 mil em CDB teria sido realizado. Ao verificarem a conta, os clientes confirmaram a movimentação, o que reforçou a credibilidade da abordagem fraudulenta.

Na sequência, o criminoso orientou a abertura de uma conta no PicPay sob pretexto de proteção temporária. Em menos de 24 horas, aplicações como CDBs e títulos públicos foram liquidadas. Os recursos foram transferidos sucessivamente, totalizando mais de R$ 1,1 milhão, e posteriormente distribuídos para contas em outras instituições, dificultando o rastreamento.

Responsabilidade das instituições financeiras

A magistrada que analisou o caso entendeu que houve falha no serviço prestado. A sentença destaca que dados bancários confidenciais foram utilizados no contato fraudulento e que as movimentações destoavam completamente do padrão histórico dos clientes, correntistas há décadas.

Mesmo assim, não houve bloqueio preventivo das operações. Com base no Código de Defesa do Consumidor, o Judiciário aplicou a responsabilidade objetiva das instituições financeiras. Portanto, Itaú e PicPay foram condenados a restituir integralmente o valor perdido, independentemente da comprovação de culpa direta.

O alerta para consumidores é claro: bancos não solicitam transferências para contas de segurança nem pedem senhas por telefone. Diante de qualquer abordagem suspeita, o mais prudente é interromper o contato e buscar atendimento pelos canais oficiais. Para mais informações sobre segurança financeira e prevenção de fraudes, confira as matérias sobre proteção bancária no Let’s Money.

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