O Itaú apresentou a UPOPS, plataforma agêntica que dá a gerentes de produto um copiloto de IA com acesso a OKRs, backlog, NPS e bases internas. Em 30 dias de operação, a ferramenta reuniu 850 usuários, registrou 4.316 prompts e chegou a 84% das comunidades do banco.
UPOPS em 30 dias
| Métrica | Valor |
|---|---|
| Usuários ativos | 850+ |
| Prompts executados | 4.316 |
| Comunidades alcançadas | 84% |
| Gerentes de produto (público prioritário) | 21% |
| Taxa de recorrência | ~30% |
| RTs com algum uso | 61% |
| Squads com algum uso | 18% |
Primeiros 30 dias de operação da UPOPS, plataforma apresentada na Semana de Produtos 2026 do Itaú. Fonte: TI Inside.
Como o copiloto funciona
A UPOPS foi concebida como uma camada única de experiência para os times de produto. Por trás da interface conversacional, há uma arquitetura de agentes que acessa bases de dados, APIs, sistemas de recuperação de conhecimento e ferramentas internas. O objetivo, segundo Diogo Boechat, gerente de Plataforma de Produtos do Itaú, é resolver um problema concreto: muitos profissionais usavam mais de 50 ferramentas simultaneamente. “Os times não precisam dos dados e das informações. Eles precisam de integração. Precisam de coerência”, disse o executivo.
O principal agente da plataforma é o PMBuddy, descrito como um parceiro digital dos gerentes de produto. Em um dos exemplos apresentados, um PM pediu um diagnóstico rápido sem fornecer contexto: a ferramenta identificou a squad, analisou OKRs, backlog, métricas operacionais e feedbacks de clientes, e devolveu uma avaliação com pontos fortes, gargalos e oportunidades. “Geralmente as LLMs tentam nos agradar. Mas o PMBuddy não. Ele vai ser crítico. Ele vai mostrar coisas que, às vezes, você não está vendo”, afirmou Ana Paula Genari, também gerente da área. A plataforma centraliza o que é considerado núcleo para a maioria dos times e permite que cada área incorpore dados próprios.








