O Itaú está testando o Vira Fatura, funcionalidade que permite fechar o ciclo de cobrança do cartão de crédito antes do prazo por R$ 9,90, ou sem custo se o saldo for pago imediatamente.
Como funciona o Vira Fatura
| Aspecto |
Detalhe |
| Quando disponível |
A partir de 8 dias antes do fechamento regular |
| Custo |
R$ 9,90 ou gratuito se a fatura for paga imediatamente |
| Efeito nas compras futuras |
Migram para a próxima fatura |
| Limite de crédito |
Sem alteração imediata; libera com o pagamento da fatura |
| Disponibilidade |
Beta; expansão prevista para todos os clientes até fim de 2026 |
Como funciona o Vira Fatura do Itaú. Fonte: Tecnoblog
Fechar o ciclo antes do prazo
O recurso aparece no aplicativo do Itaú para usuários em fase de testes. Ao acionar o Vira Fatura, a fatura em aberto é fechada no ato, e compras realizadas a partir daquele momento passam automaticamente para o período seguinte. O efeito prático é separar dois meses de gastos sem precisar esperar a data de corte natural. O limite de crédito, porém, não se expande imediatamente: o valor fica disponível novamente apenas depois que o cliente quitar a fatura antecipada.
O banco afirmou que o recurso oferece ao cliente “mais autonomia para organizar melhor o orçamento”. O Itaú concluiu em janeiro a migração de 15 milhões de clientes para o superapp unificado, plataforma pela qual o Vira Fatura será distribuído.
Disputa por ferramentas de controle financeiro no app
A funcionalidade chega num momento em que bancos e fintechs competem por ferramentas de gestão financeira integradas ao próprio app. O Itaú já opera com mais de 1,3 mil modelos de IA no back-end, base tecnológica que sustenta funcionalidades com regras de negócio complexas como parcelamentos em aberto, cashback vinculado ao ciclo e limites variáveis.
O Vira Fatura exemplifica esse tipo de desafio: fechar um ciclo antecipado sem quebrar promoções ativas ou comprometer o histórico de recompensas exige coordenação entre sistemas que, em instituições menores, frequentemente rodam em silos separados.
O que observar
A viabilidade comercial de ferramentas de controle de ciclo de fatura depende da adesão: se poucos clientes usarem, o custo operacional supera o retorno gerado pela taxa de acionamento. O ponto central é se a funcionalidade gera retenção mensurável, ou seja, se clientes que usam o recurso reduzem inadimplência ou aumentam o volume transacionado no mês seguinte.
A expansão prevista para toda a base até o fim de 2026 vai revelar se o modelo de cobrança por uso, R$ 9,90 ou gratuito mediante pagamento imediato, converte bem fora do perfil de beta tester. No setor, a tendência é que esse tipo de ferramenta migre de paga para gratuita à medida que se torna padrão de mercado em apps bancários.
Fontes: Tecnoblog • Let’s Money • Let’s Money