Ir para o conteúdo

ResultadosNotícias · Itaú Unibanco

Itaúsa tem lucro recorrente de R$ 4,3 bi no 2º tri

Itaúsa tem lucro líquido recorrente de R$ 4,3 bilhões no 2º trimestre de 2026, alta de 7%; quase todo o resultado vem do Itaú Unibanco.

por

· 3 min

Atualizado em

Wirestock Creators / Shutterstock.com

A Itaúsa fechou o segundo trimestre com lucro recorrente de R$ 4,3 bi, alta de 7% sobre os R$ 4,02 bi de um ano antes, segundo balanço enviado à CVM. A rentabilidade medida pelo ROE recorrente ficou em 18,7%, leve avanço de 0,4 ponto. Praticamente todo o ganho da holding continua atrelado a um único ativo: o Itaú Unibanco.

Itaúsa no 2º trimestre de 2026

Indicador Valor Variação anual
Lucro recorrente R$ 4,3 bi +7%
Resultado das investidas R$ 4,568 bi +7,1%
Parcela do Itaú Unibanco R$ 4,468 bi +8,5%
ROE recorrente 18,7% +0,4 p.p.

Resultado do 2º trimestre de 2026 da Itaúsa. Fonte: Valor Econômico

Itaú puxa o resultado; braço não financeiro recua

O resultado somado das empresas do portfólio subiu 7,1% na base anual, a R$ 4,568 bi. Desse total, R$ 4,468 bi saíram do banco de varejo do grupo, que bateu novo recorde de lucro no trimestre, com alta de 8,5%. Já as participações fora do setor financeiro (Motiva, Alpargatas, Dexco, Copa Energia, NTS e Aegea Saneamento) somaram apenas R$ 141 milhões, uma retração conjunta de 26,7%.

Ainda assim, algumas investidas cresceram forte. “Esse resultado reflete, principalmente, a evolução dos resultados do Itaú Unibanco (+8,5%), além dos resultados crescentes da Motiva (+67%), Alpargatas (+86%) e Copa Energia (+17%)”, afirmou em comunicado Alfredo Setubal, presidente da holding, que classificou os números como “consistentes” e o portfólio como “resiliente”. No acumulado do semestre, o lucro recorrente da Itaúsa chegou a R$ 8,797 bi, avanço de 12% sobre 2025, resultado que já embutia os R$ 4,5 bilhões apurados no primeiro trimestre.

Aporte na Aegea e distribuição aos acionistas

No trimestre, a holding puxou para R$ 1,184 bi a dívida líquida, um salto de 102%, movimento ligado à queda de 50% no caixa. A companhia explica o consumo por dois fatores: a quitação de R$ 2,5 bi em dívidas e o novo aporte na Aegea. Em saneamento, a Itaúsa colocou R$ 1,2 bi no aumento de capital da Aegea, com isso a fatia sai dos 13,27% anteriores e sobe a 14,01%. O patrimônio líquido encerrou o período em R$ 93,79 bi, 5% maior.

Para o acionista, a holding anunciou R$ 2,3 bi líquidos em juros sobre capital próprio, o equivalente a R$ 0,20955 por papel, com pagamento marcado para 28 de agosto. É a continuidade de uma política de proventos frequente, que já havia rendido R$ 1,3 bilhão em juros distribuídos em março de 2026.

O que observar

O balanço reforça o traço central de uma holding de participações concentrada: quando quase todo o lucro vem de um único ativo bancário, o desempenho do grupo se torna, na prática, um espelho do ciclo desse banco. Vale acompanhar se as participações fora do setor financeiro voltam a contribuir de forma relevante ou se seguem como parcela marginal do resultado. O outro ponto é o consumo de caixa: com a dívida líquida em alta e aportes recorrentes em infraestrutura, a régua fica no equilíbrio entre financiar novas posições e sustentar o fluxo de proventos que ancora a tese de quem investe na holding.

Fontes: Valor EconômicoTimes Brasil

Compartilhar essa notícia

Let's News

Entenda o dinheiro antes do mercado.

Ao assinar, você concorda com a política de privacidade.

Sem spam. Cancele quando quiser.

Mais notíciasNotícias
Ver a editoria

Mais artigos de Notícias

Let's News

Ao assinar, você concorda com a política de privacidade.

Sem spam. Cancele quando quiser.