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Crédito e IACrédito · Cobrança

Jeitto recupera 470% mais crédito no WhatsApp com IA

Jeitto diz ter recuperado 470% mais crédito pelo WhatsApp em seis meses com IA da Monest; o ROI da operação cresceu 181% entre jan e jul de 2026.

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· 3 min

Atualizado em

Teacher Photo / Shutterstock.com

A fintech de crédito Jeitto diz ter multiplicado o quanto recebe de clientes atrasados pelo WhatsApp: o valor cobrado com sucesso por esse canal subiu 470% em seis meses depois que a empresa colocou inteligência artificial no comando da cobrança. A tecnologia é da Monest, e os números vêm das duas companhias.

Cobrança com IA no Jeitto

Indicador Variação
Crédito recuperado no WhatsApp +470% (6 meses)
ROI da operação +181%
Taxa de resposta 5,3% para 11,3% (+113%)

Resultados de janeiro a julho de 2026, segundo Jeitto e Monest. Fonte: TI Inside

Como a IA entrou na cobrança do Jeitto

De acordo com as duas empresas, o sistema da Monest cruza informações sobre os devedores para escolher quem procurar, em que horário e com qual discurso, no lugar de disparar mensagens em massa. A prioridade passou a ser quem tem mais chance de fechar acordo, no momento em que a pessoa costuma ler o celular, com o tom do contato calibrado conforme o tempo de atraso. Nesse desenho, o Jeitto afirma que, nos sete meses até julho de 2026, o retorno sobre o investimento cresceu 181%. A fatia de clientes que responde às mensagens, antes em 5,3%, mais que dobrou e alcançou 11,3%.

A virada de chave, segundo a empresa, foi mirar contas atrasadas há no máximo 30 dias, um recorte que antes ficava de fora do trabalho automatizado, e programar novos avisos quando não havia resposta na primeira tentativa. Antes de entrar em produção em janeiro de 2026, a ferramenta passou por um teste piloto entre junho e agosto de 2025. Assim como outras companhias do setor que adotaram IA para ganhar eficiência, o objetivo declarado era cobrar uma carteira de valores baixos por cliente sem que a despesa subisse no mesmo ritmo.

Cobrança digital em meio à inadimplência alta

O caso chega num momento de pressão sobre o crédito no país, com a inadimplência em patamares recordes. Quando o valor médio de cada dívida é baixo, cada ligação ou visita pesa demais no custo, e o aplicativo de mensagens vira o caminho mais barato para chegar ao devedor em escala. É nesse terreno que credores digitais têm apostado em automação para gastar menos por real recuperado, e casos como o do Jeitto servem de vitrine para os fornecedores de tecnologia que vendem essa promessa.

“A inteligência artificial gera valor quando transforma estratégia em ação”, disse Gleici Galasse, gerente de Recuperação de Crédito do Jeitto. Para Thiago Oliveira, CEO e fundador da Monest, “o ponto central não estava no perfil da carteira, mas em alcançar os clientes certos, no momento mais adequado e com uma abordagem personalizada”.

O que observar

Números de casos assinados por fornecedor e cliente costumam medir um recorte específico da operação, não a carteira inteira. Vale acompanhar se ganhos de resposta e de retorno se sustentam quando o volume de dívidas cresce, se a régua de contato via mensagens esbarra em limites regulatórios de cobrança e privacidade de dados, e se o resultado se replica em faixas de atraso mais longas do que os primeiros 30 dias.

Fontes: TI InsideLet’s Money

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