O JP Morgan Payments e a National Payments Corporation of India (NPCI), operadora do UPI, plugaram conversão cambial em tempo real ao sistema indiano de pagamentos instantâneos em nove corredores internacionais. A colaboração integra a mesa de câmbio do banco americano às APIs do UPI e cobre Singapura, Emirados Árabes, Nepal, Butão, Maurício, França, Sri Lanka, Camboja e Catar.
UPI cross-border: escala em 5 anos
| Ano fiscal (abr a mar) | Transações | Valor movimentado |
|---|---|---|
| FY22 (abr/21 a mar/22) | 180 | Rs 3.000 (US$ 34,20) |
| FY23 | 144 | Rs 4.000 (US$ 45,60) |
| FY24 | 37.060 | Rs 19,70 crore (US$ 2,2 mi) |
| FY25 | 755.000 | Rs 258,53 crore (US$ 29,5 mi) |
| FY26 (4 primeiros meses) | 601.000 | Rs 169,29 crore (US$ 19,3 mi) |
Transações UPI cross-border por ano fiscal indiano (abril a março), dado consolidado até julho de 2025. Fonte: IBEF
Como a parceria fecha o corredor
Pela arquitetura anunciada, o banco americano assume a camada de conversão cambial e liquidação, enquanto a NPCI mantém aberto o trilho do UPI para wallets e apps bancários indianos. Em nota, Guhaprasath Rajagopal, chefe de pagamentos na Índia do JP Morgan Payments, afirmou (em tradução livre) que a “colaboração reduz atrito em pagamentos transfronteiriços e conecta clientes ao alcance crescente do UPI”, ao emparelhar a rede indiana com as “capacidades de câmbio em tempo real e integração via API” do banco.
A colaboração já está ativa nos nove corredores em que o UPI opera fora da Índia, e o release oficial cita expansão conforme novos países aderirem ao trilho indiano. A NPCI fechou parceria semelhante com a HSBC India na mesma janela, sinal de que o operador do UPI diversifica bancos globais para viabilizar a conversão cambial em corredores distintos, em vez de trabalhar com um único parceiro. A Índia mira 1 bilhão de pagamentos por dia com IA no doméstico, e o cross-border responde por uma fração mínima desse volume, com muito espaço para escalar.








