O JPMorgan Chase quer rodar parte da sua inteligência artificial dentro de casa. Para uma das formas de operar seus modelos, o banco escolheu a SambaNova, startup de chips que desafia a Nvidia, e vai usar servidores próprios na inferência dos dados mais sensíveis, com controle total. É uma entre várias modalidades que o banco combina para rodar frontier models sob os próprios controles, num ambiente altamente regulado. O acordo saiu junto de uma captação de US$ 1 bilhão que avaliou a startup em US$ 11 bilhões.
A rodada que levou a SambaNova a US$ 11 bi
| Item | Dado |
|---|---|
| Captação (Série F, 1º fechamento) | US$ 1 bilhão |
| Valuation pós-money | US$ 11 bilhões |
| Investidor líder | General Atlantic |
| Cliente âncora | JPMorganChase (inferência on-premise) |
| Sistemas implantados | SN40 e SN50 |
Primeiro fechamento da Série F, anunciado em 8 de julho de 2026. Fonte: General Atlantic
Por que o banco quer rodar IA dentro de casa
Manter a inferência (a etapa em que o modelo de IA gera respostas a partir do que já aprendeu) em servidores próprios significa não enviar dados sensíveis para a infraestrutura de terceiros. Segundo o banco, a implantação dos sistemas SN40 e SN50 garante uma trilha auditável e controle sobre cada operação, mantendo a IA de produção “atrás das próprias paredes”.
“No JPMorganChase, a infraestrutura de IA precisa atingir um padrão muito alto de desempenho, controle e confiabilidade”, afirmou Darrin Alves, CIO de plataformas de infraestrutura do banco (em tradução livre). O movimento tem histórico: o mesmo banco cortou o acesso ao assistente Claude em Hong Kong por questões contratuais, sinal de que trata governança de IA como assunto de risco. Em outubro de 2025, o CEO Jamie Dimon revelou que o JPMorgan gasta cerca de US$ 2 bilhões por ano em IA, um décimo de todo o orçamento de tecnologia, e continua rodando modelos da Anthropic e da OpenAI. É sinal de que a operação on-premise convive com outras formas de acesso a frontier models, não as substitui.








