O juiz Ricardo Augusto Soares Leite, da 10ª Vara Federal de Brasília, chegou a determinar uma intervenção no BRB e no Banco Master durante a primeira fase da operação Compliance Zero, deflagrada em 17 de novembro de 2025. Porém, a decisão foi revista no dia seguinte após uma reunião entre o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e três procuradores do Ministério Público Federal.
A situação envolveu um equívoco técnico na decisão judicial. Segundo especialistas consultados, a Justiça não poderia determinar ao BC que fizesse uma intervenção administrativa. A decisão original previa que o Banco Central providenciasse interventor para gerir as instituições por até 60 dias.
Esclarecimento com o BC
Conforme relatado pelo Valor Econômico, a agenda pública de Galípolo mostra que ele se reuniu na tarde de 18 de novembro com os procuradores Gabriel Pimenta Alves, Paulo Roberto Galvão de Carvalho e Anna Carolina Resende Maia Garcia. Nesse encontro, o presidente do BC explicou que a intervenção no BRB representaria o afastamento não só dos dirigentes, mas também o bloqueio dos direitos do controlador, no caso o governo do Distrito Federal.
Galípolo questionou se os procuradores pretendiam uma medida preventiva dentro da resolução 4.019 do Conselho Monetário Nacional. Os procuradores concordaram que almejavam essa possibilidade e providenciaram uma revisão no pedido inicial. Membros do MPF afirmaram que o juiz admitiu ter se equivocado nos termos usados e não desejava exatamente uma intervenção nos moldes do BC.








