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Kraken lança cartão cripto com até 2% de cashback

A Kraken lançou um cartão de débito Mastercard no Reino Unido e na Europa, com até 2% de cashback em bitcoin e gasto em mais de 600 moedas, sem taxas.

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· 3 min

Atualizado em

A corretora de criptomoedas Kraken lançou um cartão de débito para clientes do Reino Unido e do Espaço Econômico Europeu. O Kraken Card liga os saldos em cripto e em moeda tradicional ao gasto do dia a dia, com até 2% de cashback em bitcoin, euros ou libras, sem taxas de transação ou de saque cobradas pela empresa.

O que oferece o Kraken Card

Item Detalhe
Onde Reino Unido e Espaço Econômico Europeu
Formato Físico ou virtual
Cashback Até 2% em bitcoin, euros ou libras
Taxas Sem taxa de transação ou de saque (Kraken)
Moedas Mais de 600, convertidas quase em tempo real
Rede Mastercard

Detalhes do Kraken Card, anunciado em 13 de julho de 2026. Fonte: PYMNTS

Do saldo em cripto ao caixa do dia a dia

O cartão é apresentado como uma extensão da conta Kraken: o usuário abastece a partir de qualquer saldo, cripto ou tradicional, e gasta em qualquer lugar que aceite Mastercard. São mais de 600 moedas disponíveis, “convertidas quase em tempo real no momento da compra”, afirmou a empresa no comunicado. O posicionamento resume a aposta: “Seu cripto finalmente funciona como dinheiro”, diz o texto, em tradução livre.

O lançamento sucede o Krak Card, apresentado em 2025 com 1% de cashback e gasto instantâneo a partir de múltiplos saldos. A nova versão dobra a recompensa e amarra o cartão à conta principal, num momento em que o cartão cripto deixou de ser aceno de nicho e virou frente de disputa entre corretoras. Ao rodar sobre os trilhos da Mastercard, a Kraken contorna o atrito que trava a aceitação direta de cripto no comércio, já que o lojista enxerga uma transação de cartão comum.

A aposta de pagamentos da Kraken

O cartão se encaixa num movimento maior. A corretora vem montando infraestrutura financeira própria: comprou a Reap por US$ 600 milhões e mira um stablecoin global, além de ter obtido conta direta no Federal Reserve. O cartão de débito é a ponta de consumo dessa estratégia, transformando saldo parado em meio de pagamento corrente.

A dificuldade que o setor tenta resolver aparece do lado do comércio. Ao analisar o cenário de pagamentos com cripto neste ano, a PYMNTS registrou que lojistas querem clareza sobre quem assume o risco de volatilidade na liquidação e se estornos saem em moeda tradicional ou em ativos digitais. “Aceitar um pagamento em cripto não é super simples”, disse Jess Houlgrave, CEO da WalletConnect, à PYMNTS em março de 2026. “A maioria dos comerciantes não quer mudar seus processos contábeis”, afirmou, e prefere que ativar a solução seja tão simples quanto apertar um botão no painel.

O que observar

O cartão cripto virou disputa entre corretoras por engajamento de saldo, e o gancho agora é a recompensa. A pergunta é se converter cripto em gasto no ato resolve os atritos que sempre travaram o uso (volatilidade, imposto sobre cada conversão, reconciliação contábil) ou apenas os transfere para o usuário. Vale acompanhar se as bandeiras e os provedores de pagamento transformam a conversão em tempo real numa experiência invisível, e se o cashback pago em ativos digitais muda de fato o comportamento de gasto ou vira apenas custo de aquisição de cliente.

Fontes: PYMNTSLet’s MoneyLet’s MoneyLet’s Money

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