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IAIA · Gradient Labs

LHV Bank testa agente de IA para atendimento com a Gradient Labs

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· 3 min

Atualizado em

Foto de Igor Omilaev na Unsplash

O LHV Bank, banco estoniano com licença no Reino Unido e mais de 10 milhões de clientes finais via 200 fintechs, iniciou um piloto (PoC) com a startup londrina Gradient Labs para testar inteligência artificial agêntica no suporte ao cliente de varejo, com foco em atendimento por e-mail.

Como funciona o PoC do LHV Bank com a Gradient Labs

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E-mail do cliente

Consulta chega ao suporte do LHV Bank

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Otto (Gradient Labs)

Agente de IA analisa, classifica e propõe resposta

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Supervisão humana

Equipe valida com auditoria e explicabilidade

Foco em explicabilidade, auditoria e responsabilidade clara sobre decisões automatizadas. Fonte: Finextra

O que está sendo testado

O piloto avalia como sistemas de IA agêntica podem auxiliar equipes de suporte a responder consultas de clientes com mais eficiência e consistência. Os testes ocorrem em ambiente controlado, com ênfase em explicabilidade, auditoria e responsabilidade clara sobre as decisões automatizadas.

“O suporte ao cliente é um ponto de contato crítico no varejo bancário, e o uso potencial de IA agêntica nessa área é uma oportunidade de aprimorar nossa oferta de serviços”, disse Kris Brewster, CEO interino do LHV Bank. “Este piloto nos permite explorar como a IA agêntica pode apoiar nossas equipes com consultas por e-mail, mantendo o julgamento humano e a proteção ao cliente firmemente no lugar.”

A Gradient Labs, fundada em 2023 por ex-engenheiros do Monzo (Dimitri Masin, Neal Lathia e Danai Antoniou), desenvolveu o Otto, um agente de IA especializado em atendimento para serviços financeiros regulados. A startup levantou US$ 13 milhões em Série A liderada pela Redpoint Ventures em 2025 e atende fintechs como Plum, Zego, Lendable e Wise. Segundo a empresa, o Otto alcança taxas de satisfação (CSAT) de até 98% e resolve até 90% das consultas autonomamente.

LHV Bank e a aposta em IA

O LHV Bank não é novato em inteligência artificial. Em março de 2025, o banco assinou contrato com a OpenAI para licenciar o ChatGPT Enterprise para todos os funcionários. Mais recentemente, passou a usar tecnologia da legaltech Luminance para automatizar a revisão de contratos, reduzindo o tempo de análise em pelo menos 50%. Em dezembro de 2024, a automação ampla levou o banco a cortar 60 posições, equivalente a 5% do quadro, segundo a CEO Kadri Kiisel.

O movimento acompanha uma tendência mais ampla no setor. Segundo a McKinsey, 2026 marca a transição de pilotos isolados de IA agêntica para implantações em escala nos bancos. O CaixaBank, por exemplo, já lançou agente de IA diretamente no app para vendas. Pesquisa do BCG aponta que 57% dos executivos bancários esperam agentes de IA totalmente integrados em funções de risco, compliance e auditoria nos próximos três anos.

O que observar

O teste do LHV coloca em evidência um dilema prático para bancos regulados que querem adotar IA agêntica no atendimento: como garantir explicabilidade e auditoria em decisões automatizadas sem anular o ganho de eficiência. Instituições que operam sob supervisão da PRA e FCA, como é o caso do LHV no Reino Unido, enfrentam requisitos de governança mais rigorosos do que fintechs não reguladas. Se o piloto demonstrar que é possível manter compliance com resolução autônoma acima de 50%, o modelo pode se tornar referência para bancos de médio porte que hoje dependem inteiramente de equipes humanas para suporte por e-mail.

Fontes: FinextraGradient LabsERR NewsMcKinseyBCGLet’s Money

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