Ir para o conteúdo

IA BancáriaIA · IA agêntica

Lloyds lança pesquisa de 4 anos sobre IA agêntica em engenharia bancária

Banco britânico vai testar agentes de IA com 5.000 engenheiros em ciclos trimestrais. Parceria de 4 anos inclui doutorado e publicação acadêmica.

por

· 3 min

Atualizado em

J2R / Shutterstock.com

O Lloyds Banking Group e a Universidade de Glasgow lançaram uma parceria de pesquisa de quatro anos para medir como agentes de IA autônomos impactam a produtividade de engenheiros de software em ambiente bancário. A cada trimestre, times de engenharia do banco em Bristol, Manchester e Hyderabad vão trabalhar lado a lado com “colegas” de IA em tarefas diferentes, gerando dados reais sobre velocidade e qualidade de entrega.

Modelo de pesquisa Lloyds + Glasgow

Fase O que acontece
Trimestre N Engenheiros + agentes de IA executam tarefa específica (ex: debugging)
Mensuração Pesquisadores medem impacto em qualidade e velocidade vs. baseline
Escala Projetos bem-sucedidos expandem para todas as equipes de engenharia do grupo
Publicação Papers acadêmicos publicados ao longo dos 4 anos

Fonte: UKTN

A aposta do Lloyds em IA generativa

A parceria acadêmica é a camada mais recente de uma estratégia de IA que o Lloyds vem acelerando desde 2025. O banco reportou que IA generativa gerou cerca de £50 milhões em valor no ano passado, com projeção de superar £100 milhões em 2026. Internamente, cerca de 5.000 engenheiros já usam o GitHub Copilot, com ganho de 50% na conversão de código para sistemas legados. A ferramenta Athena, usada por 20.000 colaboradores, reduziu o tempo de busca por informações em 66%. A estratégia inclui também uma AI Academy para alfabetização em inteligência artificial de toda a força de trabalho.

“Queremos reunir evidências rigorosas e reais do dia a dia da engenharia, para entender o que realmente funciona e como IA agêntica pode ser aplicada de forma eficaz e responsável em escala”, disse Shane Montague, head de engenharia de pesquisa do Lloyds. Pela universidade, os pesquisadores Tim Storer e Peggy Gregory lideram o projeto, que vai criar uma vaga de doutorado, uma de mestrado em pesquisa e um posto de pós-doutorado. O grupo também vem ampliando sua operação digital com o objetivo declarado de se tornar a maior fintech do Reino Unido.

O paralelo com bancos brasileiros

O movimento do Lloyds ecoa uma tendência que já ganhou tração no Brasil. O Itaú Unibanco colocou 18 mil desenvolvedores no GitHub Copilot, com 70% usando a ferramenta diariamente e mais de 1 milhão de linhas de código geradas. O investimento dos bancos brasileiros em tecnologia deve atingir R$ 47,8 bilhões em 2026, alta de 13%, segundo a Febraban. O diferencial da parceria com Glasgow é o rigor acadêmico: enquanto a maioria dos bancos mede ganhos de IA agêntica por métricas internas, o Lloyds vai publicar papers revisados por pares ao longo de quatro anos.

O que observar

A decisão de submeter IA agêntica a escrutínio acadêmico, com ciclos trimestrais e publicação aberta, cria um benchmark raro para o setor. A maioria dos bancos que adota ferramentas de copiloto reporta ganhos internos sem metodologia padronizada, o que dificulta comparações. Se o Lloyds conseguir isolar variáveis como tipo de tarefa, senioridade do engenheiro e complexidade do sistema legado, os papers podem se tornar referência para decisões de investimento em IA de engenharia em todo o setor financeiro. Vale acompanhar os primeiros resultados trimestrais, previstos para o segundo semestre de 2026, especialmente em tarefas de debugging e migração de sistemas, onde a promessa de produtividade é mais alta e a evidência empírica ainda escassa.

Fontes: UKTNFinextraFF NewsXataka BrasilLet’s Money

Compartilhar essa notícia

Let's News

Entenda o dinheiro antes do mercado.

Ao assinar, você concorda com a política de privacidade.

Sem spam. Cancele quando quiser.

Mais notíciasNotícias
Ver a editoria

Mais artigos de Notícias

Let's News

Ao assinar, você concorda com a política de privacidade.

Sem spam. Cancele quando quiser.