O Lloyds Banking Group e a Universidade de Glasgow lançaram uma parceria de pesquisa de quatro anos para medir como agentes de IA autônomos impactam a produtividade de engenheiros de software em ambiente bancário. A cada trimestre, times de engenharia do banco em Bristol, Manchester e Hyderabad vão trabalhar lado a lado com “colegas” de IA em tarefas diferentes, gerando dados reais sobre velocidade e qualidade de entrega.
Modelo de pesquisa Lloyds + Glasgow
| Fase | O que acontece |
|---|---|
| Trimestre N | Engenheiros + agentes de IA executam tarefa específica (ex: debugging) |
| Mensuração | Pesquisadores medem impacto em qualidade e velocidade vs. baseline |
| Escala | Projetos bem-sucedidos expandem para todas as equipes de engenharia do grupo |
| Publicação | Papers acadêmicos publicados ao longo dos 4 anos |
Fonte: UKTN
A aposta do Lloyds em IA generativa
A parceria acadêmica é a camada mais recente de uma estratégia de IA que o Lloyds vem acelerando desde 2025. O banco reportou que IA generativa gerou cerca de £50 milhões em valor no ano passado, com projeção de superar £100 milhões em 2026. Internamente, cerca de 5.000 engenheiros já usam o GitHub Copilot, com ganho de 50% na conversão de código para sistemas legados. A ferramenta Athena, usada por 20.000 colaboradores, reduziu o tempo de busca por informações em 66%. A estratégia inclui também uma AI Academy para alfabetização em inteligência artificial de toda a força de trabalho.
“Queremos reunir evidências rigorosas e reais do dia a dia da engenharia, para entender o que realmente funciona e como IA agêntica pode ser aplicada de forma eficaz e responsável em escala”, disse Shane Montague, head de engenharia de pesquisa do Lloyds. Pela universidade, os pesquisadores Tim Storer e Peggy Gregory lideram o projeto, que vai criar uma vaga de doutorado, uma de mestrado em pesquisa e um posto de pós-doutorado. O grupo também vem ampliando sua operação digital com o objetivo declarado de se tornar a maior fintech do Reino Unido.








