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Inteligência ArtificialIA · Lloyds Banking Group

Lloyds adota pacote agêntico E7 da Microsoft no Reino Unido

Lloyds Banking Group fecha acordo multi-year com Microsoft e implanta pacote agêntico E7, com Copilot, Agent 365 e Work IQ, para virar banco agentic-first.

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· 3 min

Atualizado em

J2R / Shutterstock.com

O Lloyds Banking Group é um dos primeiros bancos do Reino Unido a adotar o Microsoft 365 E7, pacote que une Copilot, Agent 365 e a camada Work IQ. O movimento amplia 40 mil licenças Copilot já em uso e dá ao banco uma infraestrutura agêntica pronta enquanto bancões brasileiros, como o Itaú, constroem plataformas próprias.

O que o Lloyds contratou

Componente / Métrica Detalhe
Microsoft 365 E5 + Copilot + Agent 365 Pacote unificado E7
Work IQ Camada de inteligência
Segurança Entra Suite, Defender, Intune e Purview
Licenças Copilot já em uso 40 mil colaboradores
Engenheiros com GitHub Copilot Mais de 10 mil
Valor com IA generativa em 2025 ~£50 milhões
Valor adicional esperado em 2026 Mais de £100 milhões

Componentes e métricas do contrato multi-year anunciado pelo Lloyds em 4 de junho de 2026. Fontes: Finextra e Lloyds Banking Group.

O que entra no contrato

O Microsoft 365 E7, batizado de “AI Frontier Suite”, reúne Microsoft 365 E5, Copilot e Agent 365 (lançado em novembro de 2025) em uma única assinatura, com Work IQ como camada de inteligência e um conjunto de segurança formado por Entra Suite, Defender, Intune e Purview. No Lloyds, a implantação se soma às 40 mil licenças Copilot já distribuídas e estende o uso do GitHub Copilot, hoje na mão de mais de 10 mil engenheiros do grupo.

O próximo passo, segundo o banco, é introduzir um assistente único agêntico para todos os colaboradores, capaz de acessar sistemas, informações e respostas em um só lugar. “Estamos incorporando IA agêntica em todo o Lloyds Banking Group para tornar o banco mais simples, rápido e personalizado para os clientes. Isso significa respostas mais rápidas e serviços mais intuitivos, e ajuda nossos colegas a dedicar mais tempo ao que realmente importa. Com o tempo, isso vai nos ajudar a entregar experiências mais fluidas para os milhões de clientes que atendemos todo dia”, afirmou Ron van Kemenade, group chief operations officer. Lloyds não é estreante na agenda: o grupo já tinha colocado um agente de IA no conselho, inédito no FTSE 100, e contratado nove especialistas em IA responsável.

Por que isso difere do movimento brasileiro

Enquanto Lloyds opta por contratar o pacote completo da Microsoft, bancões brasileiros vêm construindo suas próprias plataformas, com diferentes parceiros de infraestrutura. O Itaú, por exemplo, acabou de apresentar a UPOPS, copiloto interno para gerentes de produto, e contabiliza mais de 760 casos de uso de IA, com 150 em produção. O Bradesco mantém o mainframe no core bancário com camada de IA, e o BB avança em consignado e atendimento. A escolha define o ritmo: pacote externo encurta o tempo de rollout, mas amarra à stack do fornecedor.

O Lloyds estima que IA generativa gerou cerca de £50 milhões de valor em 2025, e projeta mais de £100 milhões em valor adicional em 2026. Para Van Kemenade, o novo acordo marca a passagem da fase de ganhos de produtividade com IA generativa para a transformação liderada por agentes em todo o grupo. A leitura é compartilhada por outras instituições do exterior: bancos japoneses também correm para armar megabancos com IA da OpenAI e Anthropic, em movimentos paralelos ao do Reino Unido.

O que observar

Bancos grandes globais estão escolhendo entre construir plataformas próprias de IA ou adotar pacotes verticais oferecidos por hyperscalers. A escolha tem implicações operacionais relevantes: pacotes fechados aceleram rollout mas criam dependência de fornecedor único; soluções próprias preservam autonomia mas exigem investimento contínuo em times de produto e infraestrutura. Vale acompanhar nos próximos trimestres se bancos que optaram por stacks únicas conseguem capturar valor mais rápido do que os que estão montando plataforma própria, e se essa dependência vira alavanca de negociação ou armadilha estratégica.

Fontes: FinextraMicrosoftMicrosoft UK StoriesLet’s MoneyLet’s MoneyLet’s Money

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