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Mastercard lança detector de lojas online falsas

MTS e MSRI identificam lojas falsas no onboarding e na autorização: piloto detectou 80% dos merchants de risco com até 90 dias de antecedência.

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· 3 min

Atualizado em

PV productions / Shutterstock.com

A Mastercard lançou dois instrumentos para identificar e bloquear lojas online fraudulentas: o Merchant Trust Services (MTS), que avalia comerciantes durante o onboarding e no monitoramento contínuo, e o Merchant Scam & Risk Indicator (MSRI), que fornece sinais de risco em tempo real na autorização. Em piloto com um emissor, o MSRI detectou 80% dos comerciantes de risco identificados pelo banco, muitos sinalizados com até 90 dias de antecedência.

MTS vs MSRI: dois momentos de defesa

Produto Quando atua O que faz
Merchant Trust Services (MTS) Onboarding e monitoramento Distingue merchants legítimos de alto risco
Merchant Scam & Risk Indicator (MSRI) Autorização (tempo real) Sinal de risco ao emissor; 80% de detecção no piloto, até 90 dias antes

Dois produtos da Mastercard contra lojas fraudulentas. Fonte: Finextra

Detecção no onboarding e na autorização em tempo real

O MTS reúne inteligência de rede, recursos de cibersegurança e análises em tempo real para distinguir comerciantes legítimos de alto risco, tanto no processo de integração quanto no monitoramento posterior. A plataforma foi desenvolvida para impedir que vendedores fraudulentos abram suas lojas digitais, ou para sinalizá-los nos estágios iniciais de operação, antes que as vítimas acumulem perdas.

Lojas virtuais fraudulentas seguem um padrão recorrente: atraem compradores com itens escassos ou preços artificialmente baixos, coletam o pagamento e desaparecem, às vezes enviando uma falsificação de baixa qualidade, frequentemente nada. Algumas também atuam como pontos de phishing, coletando dados de cartões para uso fraudulento ou revenda na dark web.

“O comércio digital só funciona quando as pessoas confiam no que está do outro lado da tela”, afirmou Ann Johnson, vice-presidente executiva de Soluções de Segurança da Mastercard. A executiva destacou que permitir golpistas no ecossistema vai além do dano financeiro: “Precisamos garantir essa confiança para o bem de todo o ecossistema digital.”

O MSRI, disponível inicialmente na Europa e nos EUA com expansão global prevista para ainda este ano, complementa a camada do onboarding com um sinal de risco na autorização, visível ao emissor antes da aprovação da transação. “Quando a confiança é abalada, as empresas pagam por isso com mais recusas, mais contestações e mais carrinhos abandonados”, afirmou Simon Collins, diretor de franquias da Mastercard.

O movimento faz parte de uma tendência mais ampla de ferramentas antifraude que atuam antes da transação se completar. O BC Protege+ barrou 111 mil fraudes em um mês seguindo lógica similar de bloqueio na origem. No mercado privado, a Serasa bloqueou 2 milhões de fraudes em 2025. Internacionalmente, soluções do tipo chegaram a mercados emergentes, como a primeira ferramenta antifraude com IA lançada no Egito.

O que observar

O MSRI reposiciona o papel do emissor no combate à fraude de merchant: em vez de reagir ao chargeback, o banco passa a ter um sinal de risco antes de aprovar a transação. A questão operacional é a taxa de falsos positivos: se o indicador sinalizar comerciantes legítimos como arriscados, o impacto na taxa de aprovação pode ser relevante para redes de e-commerce.

Vale acompanhar se a expansão global prevista para este ano virá acompanhada de dados de precisão em contextos diferentes dos mercados-piloto, e se emissores fora de Europa e EUA terão acesso ao mesmo nível de sinal. O piloto com 80% de detecção foi conduzido pela própria Mastercard, sem auditoria independente.

Fontes: FinextraLet’s MoneyLet’s MoneyLet’s Money

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