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Mastercard arca com R$ 2,5 bi após colapso do Banco Master

Bandeira honrou transações do Will Bank após liquidação. R$ 5 bi em compras estavam pendentes quando o emissor quebrou.

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· 2 min

Atualizado em

A Mastercard arcou com cerca de R$ 2,5 bilhões em transações não liquidadas dos clientes do Will Bank após o colapso do Banco Master. A bandeira era responsável pelos cartões da fintech, que tinha R$ 5 bilhões em compras pendentes quando entrou em liquidação. O caso expõe um risco pouco discutido no mercado: quando um emissor de cartões quebra, quem paga a conta dos lojistas?

O impacto bilionário

Métrica Valor
Compras pendentes (Will Bank) R$ 5 bilhões
Valor arcado pela Mastercard ~R$ 2,5 bilhões (primeiros 30 dias)
Garantia recebida (BRB) 6,9% do capital do banco
Bloqueio do Will Bank Janeiro de 2026

Fonte: Bloomberg Línea

Como a Mastercard ficou exposta

A Mastercard era a bandeira dos cartões emitidos pela Will Financeira, fintech adquirida pelo Banco Master em 2024. Quando o Master colapsou em novembro de 2025, a bandeira ficou obrigada pela regulamentação a honrar transações não liquidadas junto aos varejistas. Nos primeiros 30 dias após a liquidação, a Mastercard pagou cerca de metade dos R$ 5 bilhões pendentes, em grande parte com recursos próprios.

Em janeiro de 2026, a Mastercard bloqueou o Will Bank de seus sistemas. Como garantia parcial, recebeu 6,9% do capital do Banco de Brasília (BRB), que absorveu parte da operação do Master. Agora, a bandeira aguarda que o liquidante repasse os valores pagos pelos clientes. O episódio se soma ao fim do Will Bank decretado pelo BC e aos R$ 793 milhões que o FGC ainda deve a clientes do Master.

O que observar

O caso Mastercard-Master revela um risco sistêmico subestimado: bandeiras de cartão são o último elo de garantia quando um emissor quebra. Para a Mastercard, R$ 2,5 bilhões é relevante, embora absorvível por uma empresa com receita global de US$ 28 bilhões. O problema é o precedente. Se fintechs emissoras de cartão falharem com mais frequência, bandeiras podem endurecer requisitos de capital e garantias para novos emissores.

O BC já sinalizou que vai apertar as regras: o prazo para adequação às novas regulamentações é maio de 2026. Vale acompanhar se Visa e Mastercard vão exigir colaterais maiores de fintechs brasileiras que emitem cartão, o que poderia encarecer o custo de operação e reduzir a competição no segmento. O rombo do Master no FGC continua reverberando por todo o sistema financeiro.

Fontes: Bloomberg LíneaLet’s Money: BC liquida Master MúltiploLet’s Money: FGC deve R$ 793 mi

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