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Open FinanceFintech · Lina Open X

Mastercard lança operação de Open Finance no Brasil com Lina Open X

Mastercard fecha parceria exclusiva com Lina Open X para distribuir produtos de Open Finance no Brasil. Foco em iniciação de pagamentos com infraestrutura licenciada pelo BC.

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· 3 min

Atualizado em

alfernec / Shutterstock.com

A Mastercard fechou parceria exclusiva com a Lina Open X para distribuir produtos de Open Finance no Brasil. A integração combina a inteligência analítica da bandeira com a infraestrutura 100% proprietária da Lina, licenciada pelo Banco Central como ITP (Iniciadora de Transação de Pagamento). O foco é iniciação de pagamentos via Open Finance.

As três camadas da parceria Mastercard + Lina Open X

Camada Quem fornece O que entrega
Infraestrutura regulada Lina Open X (ITP) Conectividade, APIs Open Finance, conformidade BC
Inteligência analítica Mastercard Análise de dados, scoring, insights de mercado
Iniciação de pagamentos Lina + Mastercard Pagamentos via Open Finance com segurança ponta a ponta

Pilares de segurança: consentimentos revogáveis, criptografia de dados, trilhas de auditoria. Fonte: Exame

153 milhões de consentimentos e uma infraestrutura própria

O ecossistema de Open Finance no Brasil registrou 153,94 milhões de consentimentos ativos em dezembro de 2025, alta de 148% sobre o período anterior, com 98,93 milhões de consentimentos únicos. A Lina, fundada em 2020, atende mais de 30 clientes, incluindo seguradoras, cooperativas de crédito e bancos, e é parceira técnica de B3, TecBan e RTM. “A atuação do Banco Central na jornada do Open Finance tem contribuído para o crescimento desse ecossistema”, disse Mauricio Fernandes, vice-presidente de Estratégia, Excelência e Operações da Mastercard.

“A Lina nasceu para resolver esse desafio no contexto brasileiro, e a parceria com a Mastercard acelera esse movimento”, disse Alan Mareines, CEO da Lina Open X. Para a Mastercard, a parceria representa uma entrada direta na camada de infraestrutura do Open Finance, que completou cinco anos de operação, indo além do papel tradicional de bandeira de cartões. A operação entre as duas empresas começou em julho de 2025.

Da educação financeira à infraestrutura de pagamentos

A Lina construiu reputação com casos de uso de dados Open Finance além de se consolidar como provedora de infraestrutura. Em entrevista ao podcast Let’s Money em janeiro deste ano, Murilo Rabusky, diretor de negócios e fundador da Lina, detalhou o Tutor, produto de educação financeira desenvolvido em parceria com o Banco Central no LiftLab. O sistema usa seis agentes de IA especializados (economista, gerente de conta, assessor de investimentos, advisor comportamental, analista de crédito e especialista em Pix) para dar ao usuário visibilidade dos seus gastos dentro do próprio app bancário. Com a parceria com a Mastercard, a infraestrutura regulada que sustenta produtos como o Tutor passa a ser canal de distribuição de inteligência analítica para o setor financeiro como um todo.

O que observar

A entrada de bandeiras de cartão na infraestrutura de Open Finance redefine o papel desses atores no ecossistema brasileiro. A questão prática é de distribuição: ITPs licenciadas pelo Banco Central detêm a camada regulatória, mas a inteligência analítica para monetizar os dados depende de escala que provedores independentes não têm sozinhos. Vale acompanhar se esse modelo de parceria, onde a bandeira entra como camada de inteligência sobre infraestrutura regulada de terceiros, se replica com outros ITPs, criando um novo padrão de mercado em que a iniciação de pagamentos se torna o principal vetor de receita do Open Finance.

Fontes: ExameLet’s Money Podcast — Open Finance in Practice: Meet Lina’s Tutor

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