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Mastercard lança Wallet Pay para unir carteiras digitais

Bandeira lança o Wallet Pay, portfólio que torna carteiras digitais interoperáveis em NFC, QR Code e online e conecta 3,7 bilhões de credenciais.

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· 3 min

Atualizado em

Piotr Swat / Shutterstock.com

A Mastercard lançou o Wallet Pay, um portfólio de produtos que promete deixar as carteiras digitais interoperáveis, ou seja, capazes de conversar entre si e com a rede da bandeira em pagamentos por aproximação, QR Code e online. A proposta conecta mais de 3,7 bilhões de credenciais Mastercard a provedores de carteira, sem que cada um precise construir toda a integração por conta própria.

Mastercard Wallet Pay em números

Indicador Valor
Uso global de carteiras até 2030 (projeção) mais de 6 bilhões de usuários
Credenciais Mastercard conectáveis mais de 3,7 bilhões
Canais de aceitação aproximação (NFC), QR Code e online

Dados do lançamento do Mastercard Wallet Pay. Fonte: Finextra

O que o Wallet Pay conecta

O portfólio foi desenhado para atacar o principal gargalo do setor: carteiras que hoje operam em ilhas separadas. Com o Wallet Pay, a Mastercard quer escalar a aceitação em três frentes, o pagamento por aproximação (a tecnologia NFC do toque na maquininha), o QR Code e as compras online. Aderiram à iniciativa provedores como AlipayHK, GCash, KakaoPay, Mercado Pago e TenPay Global, entre outros.

Além da interoperabilidade, o pacote permite que um provedor lance seu próprio programa de cartão de crédito, débito ou pré-pago, a chamada emissão de cartão, e que lojistas aceitem pagamentos de cartões e carteiras no balcão e na internet. “O primeiro capítulo das carteiras digitais foi a adoção. O próximo capítulo é a interoperabilidade em escala”, disse Joyce Bo, vice-presidente executiva de pagamentos essenciais para a Ásia-Pacífico da Mastercard. Segundo ela, o Wallet Pay ajuda os provedores a ampliar o que oferecem, de pagamentos internacionais à emissão de cartão, sem ter de erguer toda essa conectividade sozinhos.

Uma corrida por escala global

O movimento chega logo depois de a Mastercard ter lançado um kit para bancos e fintechs criarem carteiras digitais dentro de seus aplicativos iOS e Android. Juntas, as duas frentes desenham a estratégia da bandeira de se posicionar como a infraestrutura por trás das carteiras, e não apenas como emissora de cartões.

O tamanho do prêmio explica a pressa. As carteiras digitais já somam mais de 4,3 bilhões de usuários no mundo, número que deve superar 6 bilhões até 2030. A penetração já é alta em alguns mercados: no Reino Unido, 65% dos adultos usam alguma carteira digital, segundo pesquisa local.

O que observar

A aposta da bandeira é virar o trilho invisível entre carteiras que hoje não se falam. O ator mais impactado é o provedor de carteira regional, que ganha acesso a uma rede global de aceitação e à emissão de cartão sem o custo de construir cada conexão. A pergunta que fica é se esses provedores vão trocar a autonomia de manter sua própria infraestrutura pela conveniência de plugar em um trilho de terceiro.

Vale acompanhar como bandeiras concorrentes e operadores de esquemas locais de QR Code respondem a um padrão de interoperabilidade puxado por uma única rede internacional. Se a adesão de grandes carteiras asiáticas e latino-americanas se confirmar em volume, o teste seguinte será o custo que a bandeira cobra por essa ponte, e o quanto ele pesa na margem de quem opera pagamentos de baixo tíquete.

Fontes: FinextraStockTitan (comunicado Mastercard)Let’s MoneyLet’s Money

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