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Mastercard lança kit para bancos criarem carteira digital

Mastercard lançou o Wallet Services, kit com SDKs e Secure Element para bancos e fintechs colocarem pagamento por aproximação no próprio app iOS e Android.

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· 3 min

Atualizado em

Piotr Swat / Shutterstock.com

A Mastercard lançou o Wallet Services, um kit que deixa bancos e fintechs embutirem pagamento por aproximação no próprio aplicativo, no iPhone e no Android. A novidade se apoia na abertura do NFC do iPhone feita pela Apple, que já vale no Brasil, e abre caminho para carteiras que hoje dependem de Apple Pay e Google Pay.

O que o Mastercard Wallet Services entrega

Recurso O que muda
SDKs para iOS e Android Uma integração única para as duas plataformas
Secure Element applet Aproximação (NFC) dentro do próprio app
Dispensa certificações EMVCo separadas Menos etapas técnicas para colocar a carteira no ar

Recursos do Mastercard Wallet Services. Fonte: Finextra

Como a Apple destravou o pagamento no iPhone

Durante anos, o Apple Pay foi o único serviço com acesso à tecnologia de aproximação embarcada no iPhone. O Android sempre teve uma abordagem mais aberta, o que obrigava bancos e fintechs a adaptar suas carteiras às exigências de cada sistema. Em 2024, sob pressão de reguladores em várias partes do mundo, a Apple concordou em abrir esse acesso.

A partir do iOS 18.1, desenvolvedores passaram a poder oferecer transações por aproximação usando o chip seguro do aparelho dentro dos próprios apps. O recurso ficou disponível em sete países já na primeira leva, entre eles o Brasil. No país, o pagamento por aproximação é a modalidade que mais cresce, e a chegada de opções nativas dentro de cada app amplia a disputa que já viu a Samsung levar o Pix por aproximação ao Brasil.

O que o Mastercard oferece a bancos e fintechs

O Wallet Services reúne kits de desenvolvimento e um applet de Secure Element que habilitam pagamento por aproximação em iOS e Android sem que a empresa precise gerenciar integrações e certificações EMVCo separadas para cada plataforma. Na prática, um banco ou uma fintech pode oferecer a função de tocar o celular na maquininha dentro do próprio aplicativo, ao lado de pontos, descontos e recompensas.

“O acesso ampliado às plataformas dá a bancos e fintechs novas oportunidades de inovar”, disse Pablo Fourez, chief digital officer da Mastercard, em tradução livre. Ele ponderou que a adoção de carteiras alternativas “vai levar tempo”. A empresa afirma já trabalhar com bancos parceiros no desenvolvimento de recursos que devem chegar a consumidores em mercados selecionados até o fim de 2026. A camada de fidelidade dentro da carteira é justamente a aposta de players que, como a Amex embarcou resgate de pontos no checkout do Apple Pay, tentam manter o cliente engajado no ato do pagamento.

O que observar

O ponto a acompanhar é de adoção. Emissores e fintechs de pagamento passam a ter a opção de trazer a experiência de aproximação, e a camada de pontos e recompensas que costuma vir junto, para dentro do próprio app, em vez de depender das carteiras dominantes de smartphone. A pergunta é se o consumidor troca uma carteira já instalada e habituada pela carteira de um banco, num movimento que o próprio setor admite ser lento.

No operacional, o custo não é trivial: acessar o chip do iPhone exige acordo comercial e taxas com a dona do sistema, além de construir e manter a carteira. Vale observar se, num mercado onde o Pix por aproximação já avança, os emissores brasileiros vão priorizar carteira própria ou seguir apoiados na infraestrutura de terceiros.

Fontes: FinextraApplePYMNTSLet’s MoneyLet’s Money

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