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Meow lança pagamentos em stablecoin com BVNK

Meow fecha parceria com a BVNK, recém-comprada pela Mastercard, e passa a oferecer pagamentos em stablecoin e cripto para empresas em 200 países.

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· 3 min

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Shutterstock

A fintech norte-americana Meow, especializada em banking para empresas globais, fechou parceria com a BVNK, recém-comprada pela Mastercard por até US$ 1,8 bilhão, para oferecer pagamentos em stablecoins e criptomoedas a clientes corporativos em mais de 200 países. A integração, divulgada pelo FFNews, conecta trilhos fiat ao USDC, ao USDT e ao Bitcoin dentro da mesma plataforma.

Parâmetros da parceria Meow x BVNK

Item Detalhe
Moedas suportadas Bitcoin, USDT e USDC
Cobertura Mais de 200 países
Papel da BVNK Infra de stablecoin e acesso à Swift
Produtos Meow On e off-ramp USDC grátis, boletos, cartões
Investidores Meow Tiger Global, QED, Lux Capital
Plano futuro Crypto-enabled merchant acceptance

Parâmetros da parceria. Fonte: FFNews

Como a integração funciona

Pela parceria, a BVNK passa a ser a camada que move stablecoins e criptos dentro do Meow, com acesso à rede Swift para pernas em moeda fiduciária. O cliente do Meow pode receber, manter e enviar valores em USDC, USDT e Bitcoin sem sair da plataforma. “Empresas não deveriam precisar costurar provedores fragmentados para receber fundos, mover dinheiro globalmente e acessar trilhos modernos de pagamento”, afirmou Brandon Arvanaghi, CEO do Meow. A fintech opera em países como Estados Unidos, Ilhas Cayman, BVI, Singapura e Panamá e afirma manter bilhões de dólares em ativos sob gestão.

“A próxima geração de serviços financeiros será definida por plataformas que conectem fiat, stablecoins, cripto e trilhos globais”, disse Chris Harmse, cofundador e chief business officer da BVNK. O movimento usa o mesmo playbook de Visa com a BVNK e da integração com Polygon: a provedora de infra conecta o produto do parceiro aos trilhos onchain em vez de o próprio parceiro internalizar a licença e a liquidez.

Por que o Brasil acompanha de perto

O ângulo corporativo já estava em jogo no Brasil. Bitso Business, Transfero, Letsbit e BRLA montam operações de stablecoin para empresas, e o Banco Central se move para regular a oferta. O Meow, por sua vez, segue bancando startups e holdings brasileiras que operam offshore e já usam USDC para folha, fornecedores e tesouraria. O diferencial proposto pela parceria é ter fiat, stablecoin e cripto num saldo único, sem o cliente separar carteiras.

A camada institucional da BVNK já mostrou o valor da peça. A Coinbase chegou perto de comprar a BVNK por US$ 2 bilhões antes de desistir da negociação. Na semana passada, Meow também lançou um produto que permite agentes de IA abrirem contas e cartões corporativos, com integração a Claude, ChatGPT, Cursor e Gemini via endpoint MCP, segundo a BusinessWire.

O que observar

O teste é operacional: o quanto um saldo único fiat-stablecoin-cripto reduz de fato tempo e custo em rotas que hoje passam por múltiplos bancos correspondentes e provedores de câmbio. Bancos de compensação e redes de cartão seguem no centro do fluxo e podem entrar em rota de colisão com plataformas que escalem esse formato. Reguladores dos principais hubs devem responder com exigências adicionais de AML, KYC corporativo e segregação de ativos.

No Brasil, o BC tem agenda aberta sobre stablecoins locais e regras de custódia, e fintechs brasileiras de tesouraria cripto podem acelerar ofertas equivalentes. A concorrência passa a ser entre quem oferece o saldo único ao cliente final e quem roda a infraestrutura onchain por trás, em dois andares distintos da pilha.

Fontes: FFNewsBusinessWireCNBCLet’s Money: Mastercard compra BVNK por US$ 1,8 biLet’s Money: Visa aposta em stablecoins via BVNKLet’s Money: BVNK e Polygon apostam em stablecoinsLet’s Money: Coinbase avança para comprar BVNKLet’s Money: Coinbase desiste de comprar BVNK

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