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Mercado Bitcoin vê virada no setor cripto com prazo do BC

Roberto Dagnoni, chairman do Mercado Bitcoin, diz que o setor cripto deve mudar a partir do próximo mês com o fim do prazo de autorização do BC.

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· 3 min

Atualizado em

Foto: Divulgação

As empresas de criptoativos que atuam no Brasil entram em uma etapa decisiva no próximo mês, quando se encerra o período para solicitar ao Banco Central a licença que passa a ser exigida de quem quer seguir operando no setor. Na leitura do chairman do Mercado Bitcoin, Roberto Dagnoni, o fim desse prazo tende a redesenhar o mercado de forma relevante. A avaliação foi apresentada na terceira edição do evento Digital Assets Conference Brazil 2026.

O que muda no setor cripto, segundo o Mercado Bitcoin

O que acontece Fecha o prazo para pedir licença ao Banco Central
Quando No próximo mês
O que passa a valer Seguir operando no setor exige aval do regulador
Quem afirma Roberto Dagnoni, chairman do Mercado Bitcoin

Declaração de Roberto Dagnoni na abertura do Digital Assets Conference Brazil 2026. Fonte: Valor Econômico

O que muda com o fim do prazo

Segundo Dagnoni, a transformação acompanha o encerramento da janela em que as casas do setor ainda podem requerer ao regulador o aval para atuar como prestadora de serviços de ativos virtuais. O chairman do Mercado Bitcoin tratou esse marco como um ponto de inflexão, sem detalhar como cada empresa vai se ajustar à nova etapa.

Para o Mercado Bitcoin, o momento marca a passagem de um ambiente de menor formalização para um desenho em que a permissão do regulador vira condição para funcionar. Dagnoni descreveu a virada como uma mudança de fundo, e não como um ajuste pontual, ao projetar um mercado bastante diferente já a partir do mês seguinte.

Um movimento regulatório que já vinha aparecendo

O encontro que recebeu a fala reúne o setor de ativos digitais no país. O avanço da regulação sobre a cripto já vinha se traduzindo em decisões concretas das empresas. O Let’s Money mostrou que a Digitra saiu do varejo cripto após novas regras do BC, movimento que acompanhou a decisão do regulador de igualar as plataformas de cripto às corretoras. São sinais de que a chegada do regulador ao segmento já reorganizava a atuação de quem lida com ativos virtuais antes mesmo do encerramento do prazo agora citado por Dagnoni.

O que observar

A pergunta que fica é como o segmento se reorganiza quando seguir operando com cripto passa a depender de uma licença formal. Vale acompanhar quantas empresas concluem o pedido dentro do prazo, quais decidem rever o modelo de negócio e se a exigência acelera a concentração em torno das casas já estruturadas para lidar com o processo regulatório.

Também fica em aberto como se comporta a oferta para o investidor pessoa física. Se a barreira de licenciamento reduzir o número de plataformas ativas, a escolha do usuário pode se estreitar ou migrar para instituições maiores que já operam sob supervisão. O tamanho real dessa virada vai depender de quantos agentes atravessam essa transição e de como o regulador conduz a análise dos pedidos.

Fontes: Valor EconômicoLet’s Money: Digitra sai do varejo cripto após novas regras do BCLet’s Money: BC iguala regras de plataforma cripto às de corretora

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