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Mercado Livre escolhe JPMorgan para pagar vendedores dos EUA

Empresas dos EUA elegíveis que vendem em seis países da América Latina têm conta e repasse do J.P. Morgan no marketplace, com cadastro testado em piloto.

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· 3 min

mercado livre jp morgan

O Mercado Livre escolheu o J.P. Morgan Payments para levar conta bancária e repasse do dinheiro das vendas a empresas elegíveis dos EUA que vendem pela plataforma em seis países da América Latina: Argentina, Brasil, México, Chile, Colômbia e Uruguai. O cadastro dessas contas já rodou em piloto inicial. Para quem vende a partir do Brasil, o comunicado não traz mudança; o alvo é o vendedor americano do programa Global Selling.

O que muda para o vendedor do Mercado Livre

Com a solução de Embedded Payments do banco, o marketplace pode encurtar o cadastro do vendedor americano elegível nos serviços de depósito do J.P. Morgan, sem que ele precise sair do ambiente do Mercado Livre.

Num piloto inicial, o Mercado Livre levou vendedores dos EUA para o J.P. Morgan com verificação de identidade da pessoa e da empresa (KYC e KYB) embutida no fluxo, o que diminuiu o atrito na abertura e ajudou a apressar a ativação.

Na outra ponta está o dinheiro. O Mercado Livre usa a capacidade do banco de receber pagamentos internacionais em lote pela infraestrutura de repasses via ACH (Automated Clearing House), a rede de transferências bancárias dos EUA, para levar o valor vendido na América Latina até a conta do vendedor americano.

Do cadastro ao repasse, o vendedor dos EUA fica dentro do marketplace

Etapa Como fica com o J.P. Morgan Payments
Quem é atendido Empresas sediadas nos EUA no Global Selling, elegíveis ao serviço
Cadastro KYC e KYB embutidos na plataforma, testados em piloto inicial
Conta Serviços de depósito do banco, abertos sem sair do marketplace
Recebimento Pagamentos internacionais em lote via ACH, da América Latina para os EUA

Comunicado do J.P. Morgan Payments. Fonte: J.P. Morgan

“Os vendedores do marketplace podem manter toda a experiência dentro da plataforma do Mercado Libre, da abertura de uma conta bancária ao recebimento e à movimentação do dinheiro das vendas”, disse Ryan Schmiedl, Global Head of Embedded Finance & Solutions (chefe global de embedded finance e soluções) do J.P. Morgan Payments, em tradução livre.

Por que o Mercado Livre foi ao JPMorgan

“O J.P. Morgan Payments trouxe a escala global, a segurança e a infraestrutura de que precisávamos para sustentar os fluxos internacionais de recursos entre a América Latina e os EUA”, disse Gregorio Bekes, Financial Planning & Treasury Senior Vice President (vice-presidente sênior de planejamento financeiro e tesouraria) do Mercado Livre, em tradução livre. Segundo ele, a parceria ajuda a simplificar a operação de pagamentos e a sustentar o crescimento do programa.

O banco tem outras frentes em pagamento internacional: o JPMorgan também escolheu a fintech Thunes para pagamento internacional, como o Let’s Money mostrou.

A disputa por esse fluxo não se limita aos bancos. A Mastercard avalia que fintechs devem liderar o envio internacional de PMEs.

Os dois lados voltam ao tema na Money20/20, em Las Vegas, de 18 a 21 de outubro de 2026. Executivos do Mercado Livre, da BILL, do Walmart e do J.P. Morgan Payments participam de um painel sobre prevenção a fraude em embedded finance.

O que observar

O desenho põe o banco dentro do marketplace: conta, verificação e recebimento passam a ser resolvidos sem que o vendedor procure uma instituição por fora. A pergunta é até onde o modelo vai além do piloto, já que o anúncio fala em vendedores elegíveis e não traz número de contas abertas nem prazo para a base inteira.

Vale acompanhar também se marketplaces que vendem entre países passam a oferecer o caminho inverso, com conta e repasse embutidos para vendedores latino-americanos que exportam. O anúncio atual não trata desse sentido.

Fontes: J.P. Morgan • Finextra • Let’s Money: JPMorgan escolhe fintech Thunes para pagamento internacional • Let’s Money: Mastercard: fintech deve liderar envio internacional de PMEs

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