O MetrôRio fechou sete anos de pagamento por aproximação com mais de 71 milhões de transações acumuladas via NFC, mais de 20 milhões só em 2025, alta de 10% na comparação anual. O carnaval deste ano acelerou o uso em 33%, segundo levantamento da VisaNet.
Pagamento por aproximação no MetrôRio
| Indicador |
Dado |
| Transações acumuladas (2019–2026) |
71 milhões |
| Transações em 2024 |
18,7 milhões |
| Transações em 2025 |
20 milhões (+10% a/a) |
| Carnaval 2026 vs 2025 |
+33% nas catracas |
| Mix de meios de pagamento |
55% cartões · 45% wearables e celulares |
Dados oficiais do metrô carioca e do levantamento da VisaNet. Fonte: Diário do Transporte
A estreia que virou rotina no transporte carioca
O MetrôRio começou a aceitar pagamento por aproximação em abril de 2019, em uma parceria com a Visa que foi apresentada como a primeira implementação de NFC em um metrô da América Latina. A leitura direta do cartão ou do dispositivo na catraca dispensou a compra do bilhete unitário e tornou o embarque um gesto de menos de um segundo.
Desde então, a adoção subiu em degraus. A base de usuários recorrentes passou a tocar a catraca em média duas vezes por dia, segundo dados operacionais divulgados pelo metrô, e as estações de Jardim Oceânico, Botafogo e Carioca concentram cerca de 24% das transações. Em 2025, o sistema registrou mais de 20 milhões de pagamentos por aproximação, com crescimento de 10% em relação a 2024.
Turista puxa o salto do carnaval
O carnaval de 2026 foi o gatilho mais recente da aceleração. A VisaNet aponta alta de 33% nas transações nas catracas durante o período, enquanto o uso de cartões Visa emitidos fora do Brasil subiu 10% frente ao ano anterior. Mais do que o volume, o dado importante é a origem: o número de países com pagamentos no sistema metroviário carioca cresceu quase 20% na mesma base.
Norte-americanos e franceses lideram o ranking estrangeiro no período analisado. Reino Unido, Portugal, Espanha, Itália, Alemanha e Canadá também passaram a figurar entre as principais origens, reforçando o perfil internacional da operação. Uma medição anterior da VisaNet, entre maio de 2024 e maio de 2025, já havia mostrado que 40% das viagens pagas por NFC no metrô carioca vinham de turistas.
“O pagamento por NFC já faz parte da rotina dos cariocas e dos turistas, principalmente em eventos especiais como o carnaval. É uma forma prática e rápida de embarcar no sistema metroviário, que melhora a experiência do passageiro e facilita muito o dia a dia de quem está em deslocamento ou visitando a cidade”, afirmou Simone Pfeil, gerente Comercial e Marketing do MetrôRio.
O contactless avança além da catraca
O movimento no metrô do Rio acompanha a corrida das bandeiras e dos bancos para ocupar o gesto de aproximação em todas as frentes de consumo. A Visa vem expandindo sua infraestrutura para aceitação sem maquininha e abriu o SDK do Tap to Pay no iPhone via Acceptance Platform. No lado dos emissores, o Itaú ampliou o Pix por aproximação direto do aplicativo, o Inter acionou o mesmo recurso e o Nubank unificou Pix, débito e crédito em um único toque NFC. Para o usuário, a catraca do metrô é apenas mais um ponto da mesma experiência que ele já tem no cafezinho e na loja.
O que observar
O ponto mais revelador dos números é a velocidade com que o tap virou o padrão de embarque no transporte público de alta demanda. Com 55% das transações ainda saindo de cartões plásticos e 45% de dispositivos, o espaço de migração para wearables e carteiras digitais segue amplo, e as bandeiras globais que dominam a trilha de aceitação em transporte público tendem a ser as grandes beneficiárias, porque um turista chega com cartão internacional pronto e sem fricção de cadastro.
O teste seguinte é o Pix por aproximação. Se a infraestrutura de transporte público brasileira passar a aceitar o Pix diretamente na catraca, muda a equação: a arrecadação sai da trilha das bandeiras e vai para a trilha do Banco Central. Vale acompanhar se operadores de mobilidade, credenciadoras e bancos vão empurrar essa integração em 2026 ou se o plástico internacional seguirá como porta de entrada dos turistas que desembarcam no Rio.
Fontes: TI Inside • Diário do Transporte • Mobile Time • Mobile Time (turistas Visa)