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Como o tênis molda a gestão de Milton Maluhy no Itaú

CEO do Itaú revela à Forbes como princípios do esporte guiam a transformação digital do banco, que investiu R$ 11 bilhões em tech e opera agente de IA para 100 mil clientes.

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Atualizado em

Em entrevista à Forbes Brasil durante as semifinais do Miami Open, Milton Maluhy Filho, CEO do Itaú, revelou como princípios do tênis moldaram sua abordagem à transformação digital do maior banco privado da América Latina. Sob sua gestão, o banco investiu mais de R$ 11 bilhões em tecnologia entre 2024 e 2025, completou 70% da modernização da infraestrutura e saltou de mil para quase 30 mil entregas de soluções por mês.

Itaú em números: a modernização de Maluhy

Indicador Resultado
Investimento em tech (2024-2025) R$ 11+ bilhões
Modernização concluída 70% (mainframes serão desligados)
Entregas mensais de soluções ~30 mil (antes: 1 mil)
Agente de investimentos IA 100 mil clientes Uniclass

Dados declarados pelo CEO. Fonte: Forbes Brasil

Consistência, disciplina e visão de longo prazo

Tenista desde a adolescência, Maluhy diz que o esporte o ajudou a ressignificar sua relação com a vida e o mundo corporativo. “O esporte é nossa base de formação de caráter e transformação pessoal. De 1976 para cá, o Itaú evoluiu do patrocínio de eventos do esporte para projetos sociais e palcos globais, como o Miami Open, onde está há 18 anos“, disse Maluhy à Forbes. Para ele, tênis é um esporte de consistência, planejamento e disciplina, valores que refletem os do banco centenário.

A filosofia se aplica diretamente à estratégia digital. O banco lançou um agente de investimentos 100% IA para atender 100 mil clientes Uniclass que não têm volume para um assessor humano, mas precisam de consultoria técnica. A plataforma “Inteligência Itaú” permite operações como Pix via WhatsApp sem passar pelo app principal. “Queremos ser menos transacionais e mais consultivos, tratando cada cliente de forma individualizada. A inteligência artificial é o grande viabilizador aqui”, afirmou o CEO.

Inovação distribuída e rejuvenescimento da alta renda

Maluhy rejeita a ideia de uma área de inovação isolada. “Os heads e líderes são os responsáveis por garantir que seus times pensem em tecnologia. Se os executivos não tiverem um linguajar tecnológico, a transformação não acontece”, disse. O conselho do banco já inclui profissionais vindos do mundo tech. A trajetória de inovação do banco já foi tema de episódio do podcast Let’s Open. “O novo vira legado muito rápido; por isso, criamos uma cultura de não ter apego ao passado e ter coragem para mudar.”

Na alta renda, a estratégia de rejuvenescimento do Personnalité e do Private Bank passa pela integração com a Avenue, adquirida para democratizar o acesso a investimentos globais. Com dois ou três cliques, clientes acessam conta global e diversificam em outras geografias. No Private, escritórios na Suíça e em Miami suportam transferências de renda geracionais.

O que observar

A transição de banco transacional para consultivo, sustentada por agentes de IA e hiperpersonalização, altera o padrão competitivo. Se incumbentes conseguem entregar consultoria escalável a custo baixo para segmentos que antes não justificavam atendimento dedicado, a vantagem de fintechs focadas em experiência digital perde diferenciação. O ritmo de 30 mil entregas mensais de soluções sugere ciclos de iteração que se aproximam dos de startups, mas aplicados sobre uma base de dezenas de milhões de clientes.

Fontes: Forbes BrasilLet’s Money

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