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MoneyGram emite stablecoin MGUSD em parceria com a Stripe

MoneyGram lança o MGUSD, stablecoin de dólar emitida pela Bridge (Stripe) na Stellar, para transformar seu app em wallet de dólar self-custodial.

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· 3 min

Atualizado em

Shutterstock

A MoneyGram lançou o MGUSD, uma stablecoin de dólar emitida pela Bridge, do grupo Stripe, e implantada na blockchain Stellar. O token chega como carteira self-custodial integrada ao app da remetente, com escala alvo de 60 milhões de clientes ativos e cerca de 500 mil lojas físicas pelo mundo. O lançamento começa nos Estados Unidos e segue para o exterior nos próximos meses.

Stack e escala do MGUSD

Componente Função
Bridge (Stripe) Emissora regulada do MGUSD
M0 Smart contracts de mint e burn
Stellar Blockchain de deploy
Fireblocks Custódia institucional da MoneyGram
App MoneyGram Carteira self-custodial integrada
Escala alvo 60 milhões de clientes / 500 mil lojas

Stack divulgada pela MoneyGram no anúncio do MGUSD. Fonte: PR Newswire

A Bridge entra no centro do anúncio

A Bridge, controlada pela Stripe desde a aquisição de 2024, aparece como issuer regulado e “GENIUS Act-ready” do MGUSD. A MoneyGram fica do lado da custódia, via Fireblocks, e da integração com o app. A infraestrutura de smart contracts vem da M0, e a liquidação ocorre na Stellar. É um arranjo white-label típico do que vem se desenhando desde que a lei federal de stablecoin foi sancionada nos Estados Unidos em julho de 2025.

“O mercado de stablecoins tem se concentrado principalmente no ativo em si. A MoneyGram está adotando uma abordagem fundamentalmente diferente”, afirmou Anthony Soohoo, chairman e CEO da MoneyGram, em comunicado oficial. O movimento se soma a outras incursões de players tradicionais no segmento: em maio, a Mastercard recebeu BitLicense do NYDFS para operar com stablecoins.

O que o MGUSD muda no fluxo de remessa

A proposta no app é direta: cada cliente passa a ter uma carteira self-custodial em dólar, com saldo estável e conversão para moeda local sob demanda. “No último ano, reconstruímos o núcleo da MoneyGram para que um dólar digital pudesse fluir por ela com a mesma naturalidade que o dinheiro físico flui pela nossa rede de agentes”, disse Luke Tuttle, chief product and technology officer da MoneyGram.

A arquitetura por trás é o modelo fiat-stablecoin-fiat (F-S-F): fiat local entra na ponta, vira stablecoin no meio e sai como moeda local no destino. Em entrevista ao podcast Let’s Money em março de 2026, Gabriel Pereira detalhou a tese: a remessa internacional tradicional leva de 4 a 10 dias, e a versão stablecoin entrega o mesmo resultado em no máximo uma hora. Na época, ele apontava que o ganho não vem da blockchain em si, e sim da eliminação de intermediários e da operação 24/7. A MoneyGram agora aplica essa lógica em escala, ancorada na rede física de 500 mil pontos como ponta de saída em moeda local.

Bancos também desenham o próprio caminho para esse tipo de fluxo. Estudo recente da Oliver Wyman estima que cerca de US$ 82 bilhões em depósitos de atacado podem migrar para trilhos digitais nos próximos anos.

O que observar

O teste é se uma rede de varejo financeiro com alcance global consegue migrar parte da remessa para um trilho stablecoin sem perder o que historicamente era seu diferencial: capilaridade física, custódia conhecida e conversão para moeda local. Vale acompanhar como remetentes tradicionais com forte presença física vão posicionar produto próprio frente a operadoras já nativas em stablecoin, e que papel emissores white-label assumem ao se tornarem fornecedores de infraestrutura monetária para outras marcas. O ritmo de adoção tende a ser mais visível em mercados com inflação alta, onde a demanda por dólar acessível é estrutural.

Fontes: FinextraPR NewswireLet’s Money Podcast: How Stablecoins Accelerate Global Transfers

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