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TokenizaçãoInternacional · Blockchain

Monument Bank tokeniza £250 mi em depósitos em blockchain pública

Primeiro banco regulado do UK a colocar depósitos reais em blockchain pública. Cobertura do fundo garantidor mantida, com privacidade nativa.

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· 2 min

Atualizado em

Foto de Pierre Borthiry - Peiobty na Unsplash

O Monument Bank vai tokenizar £250 milhões em depósitos de varejo na blockchain Midnight, tornando-se o primeiro banco regulado do Reino Unido a colocar depósitos reais de clientes em uma blockchain pública. Os depósitos mantêm garantia do fundo de proteção britânico (FSCS), rendem juros e podem ser resgatados 1:1 em libras esterlinas.

MONUMENT BANK: DEPÓSITOS TOKENIZADOS

Dimensão Detalhe
Volume £250 milhões em depósitos de varejo
Blockchain Midnight (privacidade nativa, ligada ao ecossistema Cardano/Input Output)
Proteção Cobertura integral do FSCS (fundo de proteção britânico)
Privacidade Dados visíveis apenas para banco e cliente
Público-alvo Mass-affluent (£50 mil a £5 mi em investimentos)

Fonte: CoinDesk

Midnight: a blockchain com privacidade para finanças

A escolha do Midnight como infraestrutura é estratégica. Desenvolvida pela Shielded Technologies, vinculada à Input Output (criadora do Cardano), a rede foi projetada com privacidade por design: transações são verificáveis pela rede, mas os dados são visíveis apenas para as partes envolvidas. Isso resolve o principal bloqueio que bancos citam para operar em blockchains públicas: a exposição de dados de clientes.

Na primeira fase, saldos de poupança serão refletidos na blockchain. Em fases seguintes, o Monument planeja adicionar produtos de investimento em fundos de mercado privado, commodities e empréstimos garantidos. O banco reporta mais de 100 mil clientes e cerca de £7 bilhões em depósitos, atendendo o segmento mass-affluent com patrimônio entre £50 mil e £5 milhões.

BaaS tokenizado como modelo de escala

O braço de tecnologia do grupo, Monument Technology, planeja oferecer a funcionalidade de depósitos tokenizados como serviço via sua plataforma de Banking-as-a-Service. Isso permite que outros bancos e fintechs acessem a infraestrutura de tokenização sem construir a própria. O modelo ecoa a lógica que o Citi adotou ao expandir tokenização para euros e Irlanda e que o Brasil discute via Drex, cujo blockchain teve falhas apontadas pelo TCU.

O que observar

A tokenização de depósitos reais, com cobertura de fundo garantidor e resgate 1:1, é qualitativamente diferente da tokenização de ativos financeiros que já ocorre em escala. Depósitos são passivos bancários regulados, e colocá-los on-chain exige que o regulador aceite que a representação tokenizada é equivalente ao depósito original para fins de proteção ao consumidor.

Se o modelo britânico funcionar, a consequência para mercados que desenvolvem CBDCs, como o Brasil com o Drex, é a criação de um benchmark competitivo: depósitos tokenizados em blockchain privada, com proteção regulatória completa, podem reduzir o argumento de necessidade de uma moeda digital de banco central para operações de varejo. A pergunta que fica é se reguladores de outros países aceitarão o mesmo enquadramento ou se exigirão infraestrutura própria.

Fontes: CoinDeskThe BlockLet’s Money

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