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TecnologiaIA · Azure

Nationwide migra 15 milhões de contas para nuvem Microsoft

Nationwide migrou 15 milhões de contas para plataforma core no Microsoft Azure e aposentou sistema de 45 anos; próximo passo é integrar o Virgin Money.

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· 3 min

Atualizado em

Andriy Blokhin / Shutterstock.com

A Nationwide, uma building society (sociedade mútua de crédito imobiliário) britânica, concluiu a migração de 15 milhões de contas de clientes para uma nova plataforma core, o sistema central que processa contas e registros de um banco, desenvolvida com a Microsoft sobre o Azure. A troca aposentou um sistema de dados com 45 anos de uso.

A migração da Nationwide em números

Item Dado
Contas migradas 15 milhões
Sistema aposentado 45 anos de uso
Próximo passo Cerca de 5 milhões de clientes do Virgin Money
Bases de dados consolidadas 19, ao longo de 3 anos

Dados da migração da Nationwide para o Microsoft Azure. Fonte: Finextra

Três anos consolidando 19 bases de dados

Antes de virar a chave, a Nationwide passou os três anos anteriores unificando 19 bases de dados separadas em uma única plataforma no Microsoft Azure e no Azure Databricks. O próximo passo é mover e integrar as contas de cerca de 5 milhões de clientes do Virgin Money.

Essa base unificada já ajuda o banco a entender cerca de 120 jornadas de cliente e a fazer o pareamento de clientes do Virgin Money. “Queríamos uma plataforma unificada que entregasse todos os dados à sociedade num só lugar, numa só tecnologia, na nuvem”, disse Sri Kanisapakkam, diretor de dados e análise da Nationwide.

A instituição já vinha empilhando acordos de nuvem. Em outra frente, a Nationwide ampliou o contrato com a AWS para acelerar a inovação.

Na camada de inteligência artificial, o banco também optou por um modelo de linguagem próprio do setor antes de partir para agentes.

A aposta em IA depende de dados confiáveis

Para a Nationwide, o argumento da migração é que uma boa camada de dados vem antes da IA. “IA não é mágica”, disse Kanisapakkam. “Ela precisa entender como os seus dados estão organizados e estruturados. Os dados têm de ser confiáveis primeiro, antes de você poder dizer que a sua IA é confiável.”

A colaboração com a Microsoft avançou com a implantação de 1.000 licenças premium do Copilot na área financeira e o acesso de 2.500 engenheiros ao GitHub Copilot, além do Azure OpenAI e do Azure AI Foundry para desenvolvimento de agentes. Numa enquete interna recente, 46% dos respondentes de finanças disseram usar o Copilot todos os dias úteis e 36%, várias vezes por semana. Outros bancos britânicos seguem caminho parecido: o Lloyds adotou o pacote agêntico da Microsoft no Reino Unido.

“Isso não substitui o julgamento, especialmente em finanças, onde a precisão realmente importa”, disse Katy Barker-Cook, diretora de capacidade futura e operações na área financeira da Nationwide. “Mas encurta o caminho até um bom primeiro rascunho.”

O que observar

A troca de um core bancário de décadas é uma das operações mais delicadas do setor: mexe em registros de milhões de contas, códigos de agência e provedores de cartão ao mesmo tempo. Vale acompanhar se a integração dos clientes vindos de uma aquisição, o passo seguinte anunciado, se dá sem interrupção de serviço, já que a fase de maior risco costuma ser a migração de bases herdadas de outra instituição.

A tese de que dados confiáveis precedem a IA também é um teste prático para bancos e reguladores. Se a adoção de assistentes por funcionários da área financeira se sustentar acima do uso esporádico, a pergunta passa a ser como controles de precisão e auditoria acompanham esse volume, sobretudo em funções onde erro tem custo direto.

Fontes: FinextraMicrosoft UK Stories

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