A Natural, fintech americana com pouco mais de um ano de vida, captou US$ 30 milhões em uma rodada Série A liderada por Kirsten Green, da Forerunner, para construir a infraestrutura que permite a agentes de inteligência artificial pagar, cobrar e transferir dinheiro sem que um humano clique em “confirmar”. Com o aporte, a empresa soma mais de US$ 40 milhões levantados e já colocou seis dos treze produtos planejados no ar.
A stack de pagamentos da Natural: 13 produtos em 3 ondas
| Onda | Produtos |
|---|---|
| Já no ar (6) | Wallets, Vaults, Pay, Request, Transfer, Connect |
| Próximos meses (3) | Voice, Accept, Cards |
| Quarto trimestre (4) | Charge, Credit, Direct, Billing |
Roadmap de 13 produtos da Natural, seis já disponíveis. Fonte: PR Newswire
O que a Natural está construindo
Fundada em 2025, a Natural fechou a Série A cerca de 193 dias após o lançamento, um ritmo raro mesmo no atual ciclo de investimento em IA. A rodada foi acompanhada por Human Capital, Abstract, Bridge, Brex, Mercury, Privy, Vercel, Notion, Increase, Unit e Figure, além de investidores individuais. À frente estão Kahlil Lalji, CEO, e os cofundadores Eric Wang e Walt Leung, os mesmos que criaram a Ivella, produto bancário para casais vendido à Earnin em 2023.
O que a empresa vende é uma camada de pagamentos desenhada para o software, não para a pessoa. Entre os seis produtos disponíveis estão carteiras e cofres de conta para agentes, além de fluxos de pagar, cobrar e transferir valores entre agentes e humanos. Nos próximos meses chegam Voice, que permite a um agente coletar dados de cartão por telefone, Accept, que transforma agentes em recebedores, e Cards, para emissão de cartões de débito e charge atrelados a agentes. Para o quarto trimestre estão previstos cobrança por chamada de API, linhas de crédito para agentes, roteamento de pagamento em tempo de execução e cobrança por resultado.
“Os agentes vão se tornar um dos atores financeiros mais importantes, se não o mais importante, da economia global”, disse Lalji (em tradução livre). Segundo o executivo, o ponto central do negócio é definir quem constrói a infraestrutura que torna os pagamentos por agentes seguros, confiáveis, em conformidade regulatória e úteis em escala.








