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Inteligência ArtificialIA · Governança de IA

NatWest lança curso de ética em IA para 60 mil funcionários

NatWest cria acreditação interna de ética em IA para todos os 60 mil funcionários, com 8 módulos e parceria com a Universidade de Edinburgh.

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· 3 min

Atualizado em

I Wei Huang / Shutterstock.com

O NatWest abriu em junho de 2026 o rollout de uma acreditação interna de ética em IA para os 60 mil funcionários do banco britânico. O programa, construído em parceria com a Universidade de Edinburgh, escala um piloto entregue a cerca de 90 colaboradores e vira rota formal de uso responsável da tecnologia, segundo a Finextra.

A formação combina oito módulos online alinhados aos princípios de IA do banco, uma sessão presencial de meio período e guias práticos sobre identificação e gestão de riscos éticos. Cada colaborador leva entre dois e três meses para concluir. Os primeiros módulos sobem em junho de 2026 e o rollout completo vai até outubro de 2026, conforme o Financial IT.

ACREDITAÇÃO EM ÉTICA DE IA: NATWEST

Escala 60.000 colaboradores (todo o quadro)
Origem Piloto entregue a cerca de 90 staffers
Estrutura 8 módulos online + 1 sessão presencial
Duração por aluno 2 a 3 meses
Início do rollout Junho de 2026
Conclusão do rollout Outubro de 2026
Parceiro acadêmico Universidade de Edinburgh

Programa de acreditação em ética de IA do NatWest. Fonte: Financial IT.

O piloto nasceu no Edinburgh Futures Institute, conduzido pela professora Shannon Vallor, e foi entregue a cerca de 90 líderes e colaboradores. Agora, a base do material passa a ser oferecida ao quadro completo de 60 mil colaboradores, segundo a Edinburgh Business School.

“À medida que a IA é cada vez mais incorporada à forma como atendemos clientes e operamos o banco, é importante que equipemos os colegas com as competências e a confiança para usá-la de forma responsável” (em tradução livre), disse Paul Dongha, head de IA responsável e estratégia de IA do NatWest, à Financial IT. Dongha acrescentou que a acreditação dá aos colaboradores “ferramentas ainda mais práticas para reconhecer riscos, fazer as perguntas certas e tomar melhores decisões no dia a dia” (em tradução livre).

O movimento chega num momento em que o NatWest acelera o uso de IA na operação. O banco já disponibilizou Microsoft Copilot Chat e uma ferramenta interna de modelo de linguagem para todo o quadro. O CEO Paul Thwaite afirmou recentemente, segundo a PYMNTS, que parte das funções que existem hoje no banco serão absorvidas pela IA, embora tenha ponderado que o quadro de 60 mil colaboradores “vai definitivamente mudar” (em tradução livre) sem indicar redução. A contratação de especialistas em IA e ciência de dados, na visão do executivo, atua como adição, não substituição.

A iniciativa segue padrão visível em outros bancos. O Lloyds contratou 9 especialistas em IA responsável para liderar governança. No Brasil, o Itaú criou copiloto de IA para gerentes de produto. E o Citi lançou Arc, plataforma de agentes de IA para a operação bancária.

O que observar

Bancos de varejo de grande porte chegaram a uma encruzilhada de governança: querem velocidade na adoção de IA mas precisam blindar processos contra erros éticos com impacto regulatório e reputacional. Treinamentos obrigatórios em larga escala, com certificação interna, podem virar requisito padrão de auditoria nos próximos ciclos. A questão é se essa formação muda o ritmo real de adoção das ferramentas no chão de operação ou se vira apenas um checkbox de conformidade para reguladores e auditores externos.

Fontes: FinextraFinancial ITEdinburgh Business SchoolPYMNTS

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