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IAIA · Bancos

NatWest admite que IA vai assumir vagas no banco

CEO do NatWest, Paul Thwaite, diz que parte das funções no banco de 60 mil pessoas será assumida por IA. Setor europeu pode perder 200 mil vagas em 5 anos.

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· 3 min

Atualizado em

TK Kurikawa / Shutterstock.com

O CEO do NatWest, Paul Thwaite, disse que parte das funções existentes no banco britânico será assumida por inteligência artificial. A declaração entra na fila de pronunciamentos de chefes de grandes bancos globais sobre IA e ocorre quando análise do Morgan Stanley projeta corte de 200 mil vagas no setor europeu em cinco anos.

O que cada banco está dizendo sobre IA e empregos

Banco Movimento público
NatWest “Funções existentes serão entregues por IA”; banco com 60 mil funcionários
Standard Chartered Quase 8 mil cortes; CEO recuou após mencionar “capital humano de menor valor”
JPMorgan Realocação de cargos é o foco do discurso
HSBC IA “vai destruir certas vagas e criar novas”
Setor europeu 200 mil cortes em cinco anos, segundo Morgan Stanley

Declarações de CEOs de bancos globais sobre IA e empregos, em cobertura de junho de 2026. Fonte: Finextra

A fila de bancos que admite o efeito

Em painel hospedado pelo The Times, Thwaite afirmou: “In effect there will be roles that currently exist that absolutely to all intents and purposes [will be] delivered by AI” (em tradução livre: para todos os efeitos, vão existir funções que hoje existem que serão entregues por IA). Questionado se o efetivo de 60 mil pessoas do NatWest vai encolher, o executivo evitou cravar redução, mas disse que o desenho “is definitely going to change” (em tradução livre: vai definitivamente mudar), segundo a Finextra.

O movimento se soma a falas recentes de pares globais. Jamie Dimon, CEO do JPMorgan, vem enfatizando que o banco quer realocar pessoas em novas funções à medida que a IA muda fluxos tradicionais. Georges Elhedery, do HSBC, descreveu o efeito da tecnologia como “destruir certas vagas e criar novas”. Em paralelo, o Morgan Stanley projeta queda de 10% no efetivo de bancos europeus em cinco anos, equivalente a 200 mil postos.

A reação que veio em seguida

A linha discursiva tem custo público. Patrick Sullivan, CEO do think tank Parliament Street, classificou as declarações de Thwaite como “another day, another city chief scaremongering the workforce without due consideration for the consequences” (em tradução livre: mais um chefe da City assustando a força de trabalho sem considerar as consequências), em fala registrada pela cobertura internacional.

O caso de Bill Winters, CEO do Standard Chartered, sinaliza o tamanho do desgaste possível. Após mencionar que a tecnologia substituirá em alguns casos “lower-value human capital” no contexto de cortes próximos a 8 mil pessoas, Winters precisou recuar publicamente. Em memorando interno depois divulgado, afirmou: “Where roles do fall away, it reflects changes in the work, not the value of our people” (em tradução livre: onde funções desaparecem, isso reflete mudanças no trabalho, não no valor das pessoas).

O que observar

O ponto a acompanhar é se o discurso público dos grandes bancos sobre IA migra de retórica de eficiência para metas operacionais auditáveis. Quando o headcount global de um setor altamente regulado vira variável de produtividade nos resultados, gestores institucionais cobram número. Vale ver se reguladores europeus e britânicos pedem prestação de contas sobre quais funções estão sendo automatizadas, e se sindicatos do setor financeiro abrem disputa sobre a transição. Bancos que falham em explicar para investidores e para o próprio quadro o critério dos cortes herdam ruído reputacional difícil de controlar.

Fontes: FinextraPYMNTSTechCrunch

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