O CEO do NatWest, Paul Thwaite, disse que parte das funções existentes no banco britânico será assumida por inteligência artificial. A declaração entra na fila de pronunciamentos de chefes de grandes bancos globais sobre IA e ocorre quando análise do Morgan Stanley projeta corte de 200 mil vagas no setor europeu em cinco anos.
O que cada banco está dizendo sobre IA e empregos
| Banco | Movimento público |
|---|---|
| NatWest | “Funções existentes serão entregues por IA”; banco com 60 mil funcionários |
| Standard Chartered | Quase 8 mil cortes; CEO recuou após mencionar “capital humano de menor valor” |
| JPMorgan | Realocação de cargos é o foco do discurso |
| HSBC | IA “vai destruir certas vagas e criar novas” |
| Setor europeu | 200 mil cortes em cinco anos, segundo Morgan Stanley |
Declarações de CEOs de bancos globais sobre IA e empregos, em cobertura de junho de 2026. Fonte: Finextra
A fila de bancos que admite o efeito
Em painel hospedado pelo The Times, Thwaite afirmou: “In effect there will be roles that currently exist that absolutely to all intents and purposes [will be] delivered by AI” (em tradução livre: para todos os efeitos, vão existir funções que hoje existem que serão entregues por IA). Questionado se o efetivo de 60 mil pessoas do NatWest vai encolher, o executivo evitou cravar redução, mas disse que o desenho “is definitely going to change” (em tradução livre: vai definitivamente mudar), segundo a Finextra.
O movimento se soma a falas recentes de pares globais. Jamie Dimon, CEO do JPMorgan, vem enfatizando que o banco quer realocar pessoas em novas funções à medida que a IA muda fluxos tradicionais. Georges Elhedery, do HSBC, descreveu o efeito da tecnologia como “destruir certas vagas e criar novas”. Em paralelo, o Morgan Stanley projeta queda de 10% no efetivo de bancos europeus em cinco anos, equivalente a 200 mil postos.








