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Nium e Coinbase eliminam pré-funding com USDC em 190 países

A Nium ativou integração com a Coinbase para USDC em 190+ países com liquidação just-in-time, eliminando o pré-funding de contas no exterior.

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A Nium ativou integração com a Coinbase para viabilizar liquidação em stablecoin USDC em mais de 190 países com liquidação just-in-time, eliminando a necessidade de pré-financiar contas no exterior.

Pré-funding vs. liquidação just-in-time

Modelo Como funciona Limitação
Pré-funding tradicional Capital alocado em contas locais antes do pagamento Imobiliza capital, gestão de múltiplos saldos, restrição de horário bancário
Just-in-time via USDC Fundos mobilizados somente no momento da liquidação Requer custódia regulamentada e licenças locais em cada jurisdição

Modelo de liquidação via stablecoins. Fonte: Nium via PR Newswire

Stablecoins no lugar do pré-funding B2B

Para provedores de pagamentos B2B internacionais, o pré-funding é um dos principais gargalos operacionais: manter saldos em dezenas de moedas locais imobiliza capital e exige gestão intensiva de liquidez. A parceria entre Nium e Coinbase endereça esse problema ao permitir a conversão de USDC em moeda local no momento exato do pagamento, usando as APIs de stablecoin da Coinbase como camada de liquidez sob demanda. A liquidação funciona 24 horas por dia, sete dias por semana, sem restrição de horário bancário.

A Nium opera com mais de 40 licenças regulatórias globais, cobertura em mais de 100 moedas e emite 38 milhões de tokens de cartão por ano. Com a integração, a Coinbase passa a atuar como infraestrutura de pagamentos em stablecoins, provedora de carteira e custodiante regulamentada dentro da mesma plataforma. O movimento chega poucas semanas após o lançamento de uma plataforma de emissão de cartões de stablecoins de rede dupla pela própria Nium, que permite gastar dólares digitais em centenas de milhões de estabelecimentos. Em março, a SquareFi havia lançado infraestrutura B2B similar com stablecoins; em janeiro, a Visa acelerou sua aposta em stablecoins via BVNK. O setor está consolidando stablecoins como trilho paralelo ao sistema bancário tradicional.

“O futuro da movimentação de dinheiro é multicanal. A infraestrutura fiduciária e on-chain trabalhará cada vez mais em conjunto, e não isoladamente”, disse Prajit Nanu, CEO da Nium.

O que observar

O desafio central não é a tecnologia, mas a regulamentação. Provedoras de pagamentos cross-border que adotarem liquidação via stablecoins precisarão de licenças específicas para converter USDC em moeda local em cada jurisdição, o que inclui mercados emergentes com regimes cambiais mais rígidos. A velocidade de expansão dessa infraestrutura depende, na prática, de quantos reguladores aceitarão stablecoin como instrumento de liquidação válido.

Vale acompanhar também a resposta de correspondentes bancários e de redes de pagamento regionais: a infraestrutura just-in-time compete diretamente com o modelo SWIFT de mensageria e pré-funding. Para fintechs brasileiras com operação cross-border, o movimento reforça tendência já visível no país, onde o Pix começa a servir de ponte com stablecoins para pagamentos internacionais.

Fontes: FinextraPR NewswireLet’s MoneyLet’s MoneyLet’s Money

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