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Nium compra Cypher para ligar moeda tradicional e cripto

A Nium comprou a Cypher para conectar moeda tradicional e ativos digitais, com liquidação em stablecoin e emissão de cartões para empresas de Web3.

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A Nium, licenciada pelo Banco Central como instituição de pagamento desde outubro de 2025, comprou a Cypher, empresa de carteira não-custodial e emissão de cartões cripto-nativa. O negócio liga moeda tradicional e ativos digitais dentro da infraestrutura da Nium, com liquidação em stablecoin e emissão para empresas de Web3. O valor não foi divulgado.

O que a Cypher agrega à Nium

Capacidade O que entra na infraestrutura
Carteira não-custodial Integração sem custódia, com mais controle para o usuário
Emissão cripto-nativa Cartões lastreados em stablecoin para apps de Web3
Liquidação Funding em múltiplas redes blockchain
Time e liderança Engenharia de Coinbase e Amazon; fundador vira VP de Ativos Digitais
Experiência Quatro anos entre banco e cripto

Capacidades que a Cypher agrega à Nium, segundo o anúncio. Fonte: FF News

A aposta de Nium na ponte entre banco e cripto

Nos últimos meses, a Nium vinha ampliando sua camada de ativos digitais. A empresa passou a eliminar o pré-funding com USDC em operações globais e lançou cartões atrelados a stablecoins nas redes Visa e Mastercard. A compra da Cypher soma a essa estrutura carteira não-custodial e emissão cripto-nativa, além de acelerar o atendimento a segmentos como exchanges e apps de finanças pessoais. A Cypher chega com o time de engenharia inteiro e o fundador, Kuberan Marimuthu, que assume como VP de Ativos Digitais.

“O dinheiro deveria se mover tão rápido e com tanta precisão quanto os dados. Hoje isso não acontece. Os pagamentos ficam presos nos fluxos de banco correspondente, e trilhões ficam parados em contas nostro por dias”, disse Prajit Nanu, CEO da Nium, em tradução livre. Segundo ele, os pagamentos por agentes exigem camadas de troca de valor e de confiança que ainda não existem no nível do ecossistema, e a Cypher dá músculo para acelerar o que a empresa constrói.

Uma infraestrutura que o Brasil já conhece

A Nium opera no Brasil com licença de instituição de pagamento e já discutiu por aqui a lógica que sustenta a compra. Em entrevista ao podcast Let’s Money, em outubro de 2025, Christina Hutchinson, general manager da Nium no Brasil, resumiu o raciocínio: o pagamento instantâneo é só a ponta de um iceberg, e a parte submersa (compliance, conectividade bancária e liquidação em várias moedas) é onde entra a tecnologia agora adquirida. Na mesma conversa, a ideia de “empresa global com alma local” apareceu como diferencial: presença internacional que respeita o regulatório de cada país e constrói relacionamento com instituições locais.

O que observar

Vale acompanhar se a integração entre trilhos tradicionais e liquidação em stablecoin reduz de fato o tempo e o custo que hoje travam pagamentos internacionais, sobretudo para provedores de infraestrutura cross-border e para empresas de ativos digitais que precisam emitir cartão sem abrir mão de licença e compliance. A pergunta é se a camada cripto-nativa vira requisito competitivo para quem processa pagamentos globais, ou se segue como diferencial de nicho. Para prestadoras de serviços de ativos virtuais e fintechs de Web3, o teste prático é quanto da promessa de liquidação instantânea sobrevive à conciliação com bancos correspondentes e reguladores locais.

Fontes: FF NewsNiumNium e Coinbase eliminam pré-funding com USDCNium lança cartões com stablecoinsLet’s Money Podcast: Os bastidores dos pagamentos globais

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