A Nomad fechou um acordo de dez anos com a rede Time Out Market e vai bancar R$ 100 milhões de investimento inicial para trazer a primeira casa sul-americana da marca ao Conjunto Nacional, na Avenida Paulista. A abertura está prevista para os três primeiros meses de 2027 e coloca a fintech de conta global dentro da operação de um negócio de gastronomia.
O desenho foi batizado de experience rights, ou direitos de experiência: em vez de comprar destaque para o próprio nome no letreiro do projeto, a patrocinadora paga para operar vantagens exclusivas lá dentro. “Não queríamos apenas colocar nossa marca na parede”, disse Thais Souza Nicolau, diretora de marketing da Nomad, à Exame. Para a executiva, “a gastronomia é o maior elo emocional para quem quer explorar o mundo, que tem total sinergia com a nossa proposta de serviços financeiros”.
O contrato da Nomad com o Time Out Market
| Duração do contrato | 10 anos |
| Investimento inicial | R$ 100 milhões |
| Endereço | Conjunto Nacional, São Paulo |
| Abertura | 1º trimestre de 2027 |
| Soft opening com prioridade a clientes | Janeiro de 2027 |
| Boxes de restaurantes sob gestão da fintech | 1 de 17 |
Termos do contrato entre Nomad e Time Out Market. Fonte: Exame
Nomad e Time Out Market: o que o contrato prevê
Um entre os 17 boxes ficará sob gestão da própria fintech, com curadoria trocada a cada quatro meses: ora cozinheiros estrangeiros que nunca assinaram um menu no país, ora parcerias entre chefs brasileiros e internacionais. Quem já é cliente entra primeiro no soft opening, a abertura restrita marcada para janeiro de 2027, e depois ganha área própria dentro do prédio, reserva facilitada, desconto, drink e sobremesa por conta da casa. O salão ainda vai abrigar uma máquina que emite cartão de crédito da empresa na hora. Fora de São Paulo, o acordo prevê ações nas unidades de Lisboa e Nova York.
Pelo que apurou a Startups.com.br, a unidade terá 3.250 m² e reunirá 17 restaurantes, uma padaria, uma cozinha estúdio e três bares, com capacidade para 750 a 800 pessoas. Nicolau afirmou em coletiva de imprensa que “uma parceria tão grandiosa não se encaixava num modelo tradicional de patrocínio do mercado”.








