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Noronha, do Bradesco, assume presidência do conselho da Fin

CEO do Bradesco sucede Mario Leão, do Santander, na confederação que reúne 15 entidades do setor financeiro, incluindo Febraban, Anbima e B3.

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· 2 min

Atualizado em

Foto: Cacalos Garrastazu/Febraban

Marcelo Noronha, CEO do Bradesco, foi eleito presidente do Conselho de Representantes da Fin (Confederação Nacional das Instituições Financeiras). O mandato de três anos começou em 1º de abril e vai até março de 2029. Noronha sucede Mario Leão, CEO do Santander Brasil.

Mudança no conselho da Febraban

Posição Nome
Novo presidente do conselho Noronha (Bradesco)
Presidente anterior Transição em andamento

Quem é Noronha e o que é a Fin

Noronha comanda o Bradesco desde novembro de 2023 e tem mais de 38 anos de experiência no mercado financeiro, 20 deles dedicados ao conglomerado. Antes, ocupou vice-presidências nas áreas corporativa, de câmbio e internacional do banco, e presidiu a Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços) entre 2013 e 2017. O Bradesco vem reorganizando sua estrutura, incluindo a criação de uma nova holding de seguros.

A Fin é a entidade que dá voz conjunta ao setor financeiro no cenário político-institucional, reunindo 15 associadas que incluem Febraban, Anbima, B3 e Zetta (representante das fintechs). Sob a gestão de Leão, a confederação passou por modernização. “Trabalhamos para garantir uma Confederação mais moderna e conectada tanto com as entidades que representamos quanto com os organismos governamentais”, disse Leão ao transferir o cargo. A presidência executiva segue com Cristiane Coelho.

“Nosso objetivo será dar continuidade à gestão do Mario e aglutinar ainda mais as entidades associadas no fortalecimento do sistema financeiro nacional e do mercado de capitais”, afirmou Noronha. “Apoiaremos o desenvolvimento da economia brasileira, pois nossa missão é contribuir sempre com jornadas de crescimento, inovação e inclusão.”

O que observar

A alternância na presidência da Fin entre CEOs de grandes bancos reflete a governança rotativa do setor, mas o perfil do novo presidente pode sinalizar prioridades. o novo presidente tem histórico em pagamentos e operações internacionais, áreas que ganham relevância num momento em que o setor enfrenta pressão regulatória externa sobre o Pix e transição tributária doméstica. Com 15 entidades sob o mesmo guarda-chuva, incluindo representantes de fintechs, a capacidade da Fin de conciliar interesses divergentes entre incumbentes e novos entrantes será testada nos próximos três anos.

Fontes: FinLet’s Money

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