Ir para o conteúdo

InvestimentosFintech · ETFs

Novo CEO da XP Asset mira exterior e alternativos

Leandro Bousquet assume XP Asset com foco em expansão internacional, ETFs e ativos alternativos. Miami é prioridade no médio prazo.

por

· 2 min

Atualizado em

Leandro Bousquet, CEO da XP Asset Management

A XP Asset Management tem novo CEO, e a direção é clara: crescer fora do Brasil. Leandro Bousquet assume a gestora, que administra aproximadamente R$ 200 bilhões em 13 estratégias, com o desafio de expandir operações no exterior, avançar em ETFs e acelerar em ativos alternativos.

PILARES DA NOVA GESTÃO, XP ASSET
Expansão internacional Miami como hub. Médio prazo.
ETFs Ampliação da prateleira de produtos
Ativos alternativos Integração com ilíquidos no 2o semestre
Talentos Remuneração alinhada a resultados
Legenda: A nova gestão combina internacionalização com diversificação de produto.

Quem é Bousquet e o contexto do mercado

Bousquet passou 13 anos na Vinci Partners, onde liderou as estratégias de crédito e imobiliário. Antes disso, foi CFO e diretor de RI da BR Malls, com passagens por BBM, CR2 e Pactual, todas no setor imobiliário. O perfil não é acidental: real estate e crédito são exatamente as áreas-chave para crescer em alternativos. Bousquet assumiu em 2 de março de 2026 após período de garden leave.

A troca de comando acontece num momento em que a indústria brasileira de fundos atingiu R$ 10,7 trilhões em ativos sob gestão. A renda fixa domina com 41% do total, seguida por previdência (16%) e multimercados (15%). Ações representam apenas 6%. A aposta em alternativos e ilíquidos reflete uma tendência global: segundo dados da Preqin, ativos alternativos sob gestão devem atingir US$ 24,5 trilhões até 2028. No Brasil, esse mercado ainda é proporcionalmente pequeno, o que representa oportunidade e desafio ao mesmo tempo.

A XP já tem presença nos EUA por meio da XP Inc, listada na Nasdaq. Mas a operação de gestão de ativos fora do Brasil ainda é pequena se comparada ao potencial da base de clientes do grupo. A escolha de Miami como hub segue o movimento de gestoras latino-americanas que buscam captar capital offshore. A XP Asset está entre as 12 maiores gestoras do Brasil, competindo diretamente com Brasilprev (R$ 446 bi), Bradesco (R$ 341 bi) e Itaú Asset (R$ 276 bi).

O que observar

O desafio de Bousquet é duplo. No front externo, competir com gestoras globais que já operam em Miami há décadas. No front interno, diferenciar a XP Asset da própria plataforma de distribuição da XP, que vende fundos de terceiros. A pergunta que fica: a XP vai priorizar a gestora interna na distribuição, gerando conflito de interesse, ou vai tratá-la como mais uma opção na prateleira?

A integração com ativos alternativos e ilíquidos prevista para o segundo semestre será o primeiro teste concreto. Vale acompanhar se a estratégia de remuneração atrelada a resultado consegue atrair gestores de primeira linha em um mercado onde a disputa por talento é intensa. Com BTG Pactual forte em alternativos e Itaú com presença internacional consolidada, o espaço para a XP Asset se diferenciar depende de velocidade de execução.

Fontes:

Compartilhar essa notícia

Let's News

Entenda o dinheiro antes do mercado.

Ao assinar, você concorda com a política de privacidade.

Sem spam. Cancele quando quiser.

Mais notíciasNotícias
Ver a editoria

Mais artigos de Notícias

Let's News

Ao assinar, você concorda com a política de privacidade.

Sem spam. Cancele quando quiser.