A XP Asset Management tem novo CEO, e a direção é clara: crescer fora do Brasil. Leandro Bousquet assume a gestora, que administra aproximadamente R$ 200 bilhões em 13 estratégias, com o desafio de expandir operações no exterior, avançar em ETFs e acelerar em ativos alternativos.
| Expansão internacional | Miami como hub. Médio prazo. |
| ETFs | Ampliação da prateleira de produtos |
| Ativos alternativos | Integração com ilíquidos no 2o semestre |
| Talentos | Remuneração alinhada a resultados |
Quem é Bousquet e o contexto do mercado
Bousquet passou 13 anos na Vinci Partners, onde liderou as estratégias de crédito e imobiliário. Antes disso, foi CFO e diretor de RI da BR Malls, com passagens por BBM, CR2 e Pactual, todas no setor imobiliário. O perfil não é acidental: real estate e crédito são exatamente as áreas-chave para crescer em alternativos. Bousquet assumiu em 2 de março de 2026 após período de garden leave.
A troca de comando acontece num momento em que a indústria brasileira de fundos atingiu R$ 10,7 trilhões em ativos sob gestão. A renda fixa domina com 41% do total, seguida por previdência (16%) e multimercados (15%). Ações representam apenas 6%. A aposta em alternativos e ilíquidos reflete uma tendência global: segundo dados da Preqin, ativos alternativos sob gestão devem atingir US$ 24,5 trilhões até 2028. No Brasil, esse mercado ainda é proporcionalmente pequeno, o que representa oportunidade e desafio ao mesmo tempo.
A XP já tem presença nos EUA por meio da XP Inc, listada na Nasdaq. Mas a operação de gestão de ativos fora do Brasil ainda é pequena se comparada ao potencial da base de clientes do grupo. A escolha de Miami como hub segue o movimento de gestoras latino-americanas que buscam captar capital offshore. A XP Asset está entre as 12 maiores gestoras do Brasil, competindo diretamente com Brasilprev (R$ 446 bi), Bradesco (R$ 341 bi) e Itaú Asset (R$ 276 bi).








