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Caixa libera FGTS do Novo Desenrola para quitar dívidas

Trabalhadores com renda até R$ 8.105 podem usar até 20% do FGTS ou R$ 1.000 para quitar dívidas de cartão e CDC no Novo Desenrola Brasil.

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Alf Ribeiro / Shutterstock.com

A partir desta terça-feira (26), trabalhadores endividados podem usar o saldo do FGTS para amortizar ou quitar dívidas em atraso pelo Novo Desenrola Brasil. O uso do fundo estava previsto desde o lançamento do programa, no dia 5 de maio, mas a Caixa Econômica Federal, responsável pela gestão, precisou de três semanas para finalizar os procedimentos operacionais.

FGTS no Novo Desenrola: regras do programa

Condição Regra
Limite de uso do FGTS 20% do saldo ou R$ 1.000, prevalece o maior
Renda máxima R$ 8.105 mensais
Dívidas elegíveis Cartão de crédito, cheque especial e CDC
Prazo para contratos Até 30 dias para as IFs formalizarem
Volume estimado R$ 8,2 bilhões

Regras do Novo Desenrola Brasil para uso do FGTS. Fonte: Valor Investe

Como funciona na prática

Para acessar o benefício, o trabalhador deve abrir o aplicativo FGTS e selecionar a opção “Novo Desenrola Brasil” na tela inicial. O saldo disponível para uso na renegociação aparece diretamente no app. As condições de renegociação, como desconto e prazo, precisam ser negociadas com a instituição financeira de relacionamento. Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, “a adesão será feita diretamente pelas instituições financeiras após autorização do trabalhador no aplicativo do FGTS.”

Após a autorização, as IFs têm até 30 dias para formalizar os contratos e registrar as informações nos sistemas da Caixa. Depois disso, a Caixa transfere o valor do FGTS diretamente para a instituição financeira, sem passar pelo trabalhador. O uso dos recursos do FGTS em crédito vinha sendo negociado entre o setor bancário e o governo desde o início do ano, com os bancos pressionando para ampliar as modalidades de uso do fundo.

O que observar

O gargalo agora é operacional: cada instituição financeira implementa o fluxo de forma independente, e a experiência do trabalhador vai depender de como cada banco ou fintech disponibiliza a opção no seu aplicativo ou agência. Fintechs de crédito pessoal e plataformas de renegociação de dívidas são as que mais têm a ganhar com o novo canal, já que concorrem diretamente com os bancos incumbentes nesse público. Com a inadimplência de pessoa física em nível recorde no início de 2026, o volume efetivo de adesões ao programa será o primeiro indicador real de se os R$ 8,2 bilhões estimados pelo governo se concretizam.

Fontes: Valor InvesteAgência Brasil

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