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Marketing EsportivoFintech · Allianz

Nubank abre votação para renomear Allianz Parque

Nubank confirma acordo com a WTorre pelo naming rights do estádio do Palmeiras, encerra era Allianz Parque e abre votação para escolher novo nome.

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· 5 min

Atualizado em

Divulgação

O Nubank confirmou nesta sexta-feira (10) o acordo com a WTorre para assumir o naming rights do estádio do Palmeiras, hoje batizado como Allianz Parque. A partir de agora, uma votação pública pelo site do banco, entre 10 e 30 de abril, vai escolher o novo nome entre três opções: Nubank Parque, Nubank Arena e Parque Nubank. O resultado será divulgado em 4 de maio, segundo a ESPN.

O anúncio formaliza o movimento antecipado pelo próprio Valor, que também reportou com exclusividade o rompimento do contrato entre WTorre e a seguradora alemã Allianz, em uma mudança de estratégia da parceira antiga no Brasil. A negociação já havia sido antecipada nas semanas anteriores, quando as conversas entre o banco e a WTorre vieram a público. A transição encerra um ciclo do Allianz Parque e coloca a arena paulistana no radar de marketing de uma das maiores fintechs do mundo.

Em coletiva, a CEO do Nubank no Brasil, Livia Chanes, enquadrou o acordo dentro de uma estratégia de ampliar experiências com clientes. “Estamos em um momento de mais maturidade e pensamos em experiências novas para os clientes, para ampliar a nossa capacidade de construir relacionamento de longo prazo. Estamos patrocinando uma equipe de Fórmula 1, batizamos um estádio em Miami, e não poderíamos deixar o Brasil de fora”, disse.

Chanes não revelou valores nem prazo do contrato, apenas afirmou que se trata de uma “parceria de longo prazo” e que “obviamente não é algo de um ano”. Reportagens de mercado que antecederam o anúncio, como a do Correio do Estado, apontam que o banco teria proposto cerca de US$ 10 milhões por ano, próximo de R$ 51 milhões, em um acordo que se estenderia até 2044. Os números não foram confirmados oficialmente pelas partes.

O que muda no ativo

O Allianz Parque foi batizado em 2014, dentro de um contrato de 20 anos com a seguradora que, segundo reportagens do setor, estava avaliado em R$ 300 milhões à época. O vice-presidente de marketing da WTorre Entretenimento, Marcelo Frazão, confirmou que as negociações com o Nubank começaram em junho do ano passado e agradeceu a parceira anterior: “Queremos agradecer os 13 anos de parceria com a Allianz, eles foram corajosos e pioneiros. E também, claro, a parceria com o Palmeiras.”

Frazão não abriu se foi paga multa para encerrar o contrato com a Allianz, que ainda tinha anos pela frente. Também não comentou o valor da nova operação. O executivo negou qualquer ruído com a Crefisa, patrocinadora máster do Palmeiras, cuja sócia, Leila Pereira, é presidente do clube. “Desde o começo da nossa negociação com o Nubank, o Palmeiras sempre teve uma postura super profissional. O clube sempre priorizou o que é melhor para a arena, para a rentabilidade do ativo e, consequentemente, melhor para o Palmeiras também”, afirmou.

Allianz Parque → Nubank: o que se sabe do novo contrato

Dimensão Contrato Allianz (2014) Novo acordo Nubank (2026)
Duração anunciada 20 anos Não divulgada; “parceria de longo prazo”
Valor oficial R$ 300 mi na assinatura (fonte: imprensa especializada) Não divulgado
Estimativas de mercado Reajustes anuais chegaram a cerca de R$ 27 mi/ano Reportagens apontam proposta próxima de US$ 10 mi/ano até 2044
Início do acordo 2014 Confirmado em 10/4/2026
Nome definido Allianz Parque Votação aberta: Nubank Parque, Nubank Arena ou Parque Nubank

Por que o Nubank quer um estádio no Brasil

A aposta em ativos esportivos não é nova no Nubank. A fintech já bancou o naming rights do estádio do Inter Miami, nos Estados Unidos, e mantém patrocínio de uma equipe de Fórmula 1, dois movimentos citados pela própria CEO ao justificar o avanço sobre a arena paulistana. A chegada ao Allianz Parque consolida uma estratégia global de associar a marca a ativos esportivos de alta exposição, numa fase em que o banco busca aprofundar relacionamento com a base de clientes, não apenas ampliá-la.

A vice-presidente de marketing do Nubank, Juliana Roschel, explicou que a ativação inicial será participativa: quem votar na enquete terá o nome projetado na fachada do estádio até que o novo logo seja instalado. “Queremos respeitar a história deste espaço, mas trazendo um senso de inovação, para seguir construindo um espaço ainda melhor”, disse. A ampla campanha de marketing começa na próxima segunda-feira (13), e os benefícios para clientes do banco no âmbito da arena, segundo Roschel, ainda estão sendo desenhados.

Questionada sobre o uso do roxo, cor associada ao Corinthians, rival histórico do Palmeiras, Roschel disse apenas que o Nubank está “incorporando o verde de maneira muito elegante” no projeto visual da fachada. Chanes reforçou o tom: “Nós temos um DNA de inclusão, então não posso fazer um movimento que exclua nenhuma parte da população, mas não significa que não vamos tratar a torcida do Palmeiras com o maior respeito.”

O que observar

A transação levanta três pontos para acompanhar. O primeiro é a régua de preços de naming rights no futebol brasileiro: se as estimativas de mercado de US$ 10 milhões ao ano forem confirmadas adiante, o teto de precificação para arenas Tier 1 no país deve se reposicionar, pressionando renegociações de contratos antigos em outros clubes. O segundo é a política de ativação dos bancos digitais em ativos esportivos: até onde benefícios atrelados à base de clientes de uma fintech se sobrepõem a relações contratuais com patrocinadores máster dos clubes, sem criar fricção entre marcas. O terceiro é o efeito de marca para quem saiu: seguradoras com contratos longos de naming rights terão de decidir se renovam apostas em esporte ou se migram para outros formatos de branding à medida que fintechs com caixa entram no mercado com ofertas mais agressivas.

Fontes

Valor EconômicoESPNMeio & MensagemCorreio do Estado

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