O Nubank detalhou seu Brand Refresh, uma renovação profunda da identidade visual feita ao lado da Koto, estúdio de Nova York. O movimento inclui a primeira tipografia proprietária do banco e um novo sistema de cores para uma base de 135 milhões de clientes.
O que muda no Brand Refresh
| Frente |
O que muda |
| Logo |
Refinado; símbolo no container roxo vira preferencial |
| Tipografia |
NuSans, a primeira própria, em Display e Text |
| Cores |
Sistema com hierarquia; tríade exclusiva no Ultravioleta |
| Parceiro |
Koto, estúdio baseado em Nova York |
Elementos do Brand Refresh do Nubank. Fonte: Blog do Nubank
Por que trazer a Koto
O Nubank afirma que o projeto “não é uma repaginação”, mas “um sistema construído para durar e para crescer”. A justificativa é a escala: uma marca que nasceu como cartão de crédito roxo no Brasil hoje atende 135 milhões de clientes no país, no México e na Colômbia, e se prepara para novos passos fora da América Latina.
Para sustentar essa expansão, o banco contratou a Koto, estúdio de Nova York. A mesma casa assinou a transformação visual da Amazon, um projeto de cerca de 18 meses que reorganizou a marca e mais de 50 sub-marcas, segundo a Creative Review, e a identidade dos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028. O reforço de marca acompanha uma agenda de profissionalização da liderança para a operação global.
O sistema por trás do roxo
O logo não foi substituído. O símbolo dentro do container roxo, o quadrado de fundo, passa a ser a versão preferencial na maioria dos contextos, garantindo que a cor apareça sempre, mesmo em co-branding ou fundos neutros. A paleta deixou de ser uma cor dominante para virar um sistema com hierarquia: o roxo saturado ancora a Masterbrand e uma família secundária abre espaço para campanhas mais coloridas sem perder o núcleo.
A novidade mais estrutural é a NuSans, a primeira tipografia proprietária do banco, em duas variantes, Display e Text, desenhada a partir das curvas e do laço entre o “n” e o “u” do logo. A NuSans Text foi calibrada com métricas próximas às da fonte anterior do app, o que, segundo o Nubank, permitiu a troca sem quebrar layouts. Para o Ultravioleta, a marca premium, o trabalho foi separado: uma tríade de cores própria, descrita como sofisticada e acolhedora, com layouts mais editoriais e a NuSans em peso mais leve.
O que observar
Rebrandings de bancos digitais costumam vir antes de saltos de escala, não depois. A pergunta que fica é o quanto um sistema visual desenhado para múltiplos mercados reduz custo de marketing e atrito de reconhecimento quando a marca entra em praças onde ainda é desconhecida. Vale acompanhar se a padronização sustenta a expansão internacional sem diluir o ativo mais valioso de uma fintech de varejo: a familiaridade que dispensa explicação.
Para o segmento premium, o teste é outro. Bancos digitais que tentam subir na régua de renda enfrentam o desafio de parecer exclusivos sem soar distantes do público de origem. Se a aposta em uma identidade própria para a faixa de alta renda gera percepção de valor que se traduz em receita por cliente, o movimento vira referência para o resto do setor.
Fontes: Blog do Nubank • Creative Review