Nubank lança campanha para fixar o nome Nubank Parque
Nubank estreia a primeira campanha da arena do Palmeiras com Fred Bruno como fiscal de naming rights. MKT Esportivo apurou contrato anual de R$ 51 milhões.
O Nubank colocou no ar em 2 de setembro de 2026 a primeira campanha publicitária do Nubank Parque, a arena do Palmeiras cujos direitos de nome o banco assumiu em abril de 2026. A peça não vende cartão nem conta digital: vende o próprio nome. É a camada de mídia de um contrato estimado pelo MKT Esportivo em cerca de R$ 51 milhões por ano.
O que entra no ar na primeira campanha do Nubank Parque
Nos filmes, Fred Bruno encarna um cargo inventado para a ocasião: o Fiscal de Naming Rights, que corrige com bom humor quem ainda usa o nome antigo do estádio. Jornalista e influenciador digital, ele foi anunciado em dezembro de 2024 como apresentador do Globo Esporte São Paulo, segundo o Lance!.
A tese declarada pelo banco é que memória de torcedor não vira por decreto, e a correção sai embrulhada em humor em vez de reprimenda. A assinatura do filme principal repete a piada: “Nubank Parque, o novo nome do Nubank Parque”.
No material de divulgação, Fred Bruno compara a mudança de marca à própria troca de nome. “Se já foi difícil para mim deixar de ser Bruno e virar Fred, imagina um espaço que faz parte da memória de tanta gente há anos”, disse. O pacote descrito pelo Nubank inclui um branded content no Globo Esporte, três filmes curtos, ações com outros influenciadores e respostas nos comentários de publicações sobre a arena.
Nubank e WTorre, administradora da arena, não confirmaram valor nem duração do acordo, conforme o Meio & Mensagem. Os números em circulação vêm da imprensa especializada: o MKT Esportivo apurou cerca de R$ 51 milhões anuais por 18 anos, com 15% destinados ao clube e aumento progressivo a cada cinco anos. O acordo anterior previa cerca de R$ 15 milhões por ano, com reajustes anuais que, segundo a Exame, levavam o valor estimado de 2026 a cerca de R$ 25 milhões.
Os números do naming rights da arena do Palmeiras
Item
Valor
Contrato anterior
cerca de R$ 15 milhões por ano, com reajustes anuais
Contrato anterior, valor estimado em 2026
cerca de R$ 25 milhões
Contrato atual
cerca de R$ 51 milhões por ano
Prazo do novo acordo
18 anos
Participação do clube
15% do valor, com aumento a cada cinco anos
Eventos sob a denominação anterior
mais de 2.400 em 12 anos, sendo 348 jogos e 269 shows
Números do naming rights da arena do Palmeiras. Fontes: MKT Esportivo e Exame (valor estimado em 2026)
A base de exposição ajuda a explicar o salto. O acordo anterior, firmado em 2014 por 20 anos e R$ 300 milhões no total, com vigência até 2034, cobria uma arena que em 2025 recebeu 32 jogos, 27 shows e 200 eventos corporativos, com mais de 2 milhões de pessoas, segundo a Exame. Os números de eventos e público partem da administradora da arena. O movimento não é isolado: bancos ampliam patrocínios esportivos na disputa pela alta renda, e em junho de 2026 o Bradesco assumiu o nome da Stock Car até 2027.
O que observar
Comprar o nome de uma arena é a parte simples da conta. A cara é a transferência de memória: enquanto torcedor, locutor e produtor de conteúdo seguirem usando a denominação antiga, o patrocinador paga por um ativo que o público ainda não reconhece. Vale acompanhar se marcas que assumem direitos de nome passam a tratar campanha de reforço como linha fixa de orçamento, e não como ação de estreia.
A métrica que interessa também muda. Em vez de alcance de mídia, o teste vira o quanto a nova denominação aparece em busca, em transmissão esportiva e em conversa espontânea. Se administradoras de arena passarem a oferecer esse indicador dentro do pacote comercial, a pergunta é se o preço do naming rights no país será negociado por adoção do nome, e não só por número de eventos e de público.