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Nubank quer cripto tão simples quanto o Pix

Diretor de criptomoedas do banco digital aposta em tecnologia invisível e custódia institucional para atrair novos usuários

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O Nubank quer que suas funcionalidades de criptomoedas sejam tão intuitivas quanto o Pix. A estratégia passa por esconder a complexidade técnica e entregar apenas a praticidade ao usuário final. Michael Rihani, diretor de cripto do banco, defende que a melhor forma de popularizar os ativos digitais é justamente não falar sobre a tecnologia por trás deles.

Cripto sem fricção para conquistar as massas

A inspiração vem do próprio Pix, que se tornou um fenômeno no Brasil por permitir transferências instantâneas sem que o usuário precise entender os protocolos bancários envolvidos. Segundo Rihani, em entrevista ao InvestNews, as criptomoedas precisam seguir o mesmo caminho: resolver problemas reais como custo de vida, poupança e remessas internacionais, mas de forma silenciosa e integrada.

O Nubank já coleciona 7 milhões de clientes em sua área de ativos digitais, impulsionado por medidas como taxa zero para portadores do cartão Ultravioleta e tabela de taxas regressivas em tempo real. A experiência de Rihani na Tesla, onde ajudou a implementar pagamentos em bitcoin em apenas duas semanas, reforça sua visão de que adoção depende de execução rápida e simplicidade.

Custódia institucional como diferencial

Outro ponto central para 2026, segundo o executivo, é a custódia feita por terceiros. Diferente da autocustódia, em que o próprio investidor guarda suas chaves privadas e assume todos os riscos, o modelo institucional transfere essa responsabilidade para o banco. Casos como o do galês que perdeu um HD com 8 mil bitcoins, hoje avaliados em US$ 700 milhões, ilustram os perigos de gerenciar sozinho os ativos.

Para Rihani, bancos estão no negócio da confiança e podem oferecer segurança aliada a benefícios extras como crédito e pagamentos integrados. A aposta é que mercados emergentes, especialmente o Brasil, liderem a próxima fase de inovação em cripto, aproveitando a cultura já estabelecida de pagamentos instantâneos e buscando soluções para dores financeiras reais.

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