A NuCel, operadora virtual do Nubank, saltou de 58 mil para cerca de 232 mil usuários entre agosto e dezembro de 2025, segundo estimativa do Citi. A aceleração coloca a fintech no radar das operadoras tradicionais, com dados de portabilidade já sinalizando impacto sobre a TIM.
Mercado móvel brasileiro (jan/2026)
| Operadora | Market share | Posição |
|---|---|---|
| Vivo (Telefônica) | 38% | Líder, base mais premium |
| Claro | 33,1% | Parceira da NuCel, líder em portabilidade (fev/2026) |
| TIM | 22,9% | 48% pré-pago, maior churn (2,8%) |
| NuCel (Nubank) | ~0,09% | MVNO, ~232 mil usuários (Citi, dez/2025) |
Dados das três grandes: Anatel (jan/2026). NuCel: estimativa Citi. Fonte: Seu Dinheiro
O modelo MVNO e por que a Claro também ganha com a NuCel
Ao entrar na telefonia em 2024, o Nubank optou por operar como MVNO (operadora móvel virtual), alugando a rede da Claro em vez de construir infraestrutura própria. A escolha define o campo de jogo: a NuCel não compete em cobertura ou qualidade de sinal, mas em experiência do usuário. Planos começam em R$ 45 por mês, com contratação e portabilidade pelo app do banco. Em agosto de 2025, a Anatel aprovou cláusula de exclusividade no contrato entre Claro e NuCel, reforçando o vínculo.
A dinâmica cria um arranjo em que a Claro ganha receita de atacado com cada novo usuário do Nubank. Na avaliação da consultoria Teleco, vender capacidade de rede no atacado pode ser mais lucrativo para a operadora do que disputar cada cliente no varejo, com custos de aquisição e marketing. “A NuCel é vista como um produto não financeiro para aumentar o engajamento da base do Nubank, e não como um driver relevante de receita”, disse Leonardo Olmos, analista do UBS BB. O objetivo é reduzir churn, ampliar tempo no app e fortalecer o ecossistema, lógica que o Nubank já aplica em pagamentos com a NuPay nos Postos Petrobras.








