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IAIA · Banco digital

OCBC lança avatares de IA para gestão de patrimônio

OCBC coloca em beta os avatares de IA Wendy e Wayne, que fazem consultoria de patrimônio por voz e texto, 24 horas por dia, para clientes private.

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· 3 min

Atualizado em

O OCBC, de Singapura, colocou em beta um app com dois avatares de IA que fazem consultoria de patrimônio por voz ou texto, 24 horas por dia. Batizados de Wendy e Wayne, eles mostram a carteira do cliente, entregam notícias de mercado personalizadas e sugerem ideias de investimento em tempo real.

O aplicativo, chamado OCBC WoW (de “Whole of Wealth”), está disponível em versão beta para um grupo restrito de clientes do segmento Premier Private Client, que exige no mínimo S$ 1,5 milhão sob gestão. Os avatares interagem em inglês no lançamento, com mandarim e idiomas do Sudeste Asiático previstos para as fases seguintes. Segundo o banco, é o primeiro app bancário “AI-native” da região.

OCBC WoW: o que o app faz na fase beta

Recurso Detalhe
Avatares Wendy e Wayne, por voz e texto
Acesso Beta, clientes Premier Private Client (mín. S$ 1,5 mi sob gestão)
Idiomas Inglês no lançamento; mandarim e bahasa a seguir
Dados de mercado 7 índices e commodities, com expansão prevista para 12

Recursos do app OCBC WoW em fase beta. Fonte: OCBC

A corrida dos avatares de IA no wealth

O movimento não é isolado. Em abril de 2026, o Citi lançou um avatar de IA com o Google para gestão de patrimônio, e a Revolut entrou na gestão de patrimônio depois de receber licença no Reino Unido. A consultoria de investimentos virou uma das primeiras frentes em que os grandes bancos testam interfaces conversacionais de IA, antes de levá-las ao varejo.

Para o OCBC, os avatares fazem parte de uma aposta maior. O CEO do grupo, Tan Teck Long, disse que quer usar a IA para “aumentar a força de trabalho e sustentar um negócio muito maior” (em tradução livre), não para cortar pessoal: o plano prevê contratar 600 novos gerentes de relacionamento. O tema é sensível porque a própria tecnologia vem sendo apontada como fator que pode transformar empregos em finanças. Ainda assim, uma pesquisa citada pela Fortune mostra que a maioria dos investidores afluentes segue vendo humanos como principal fonte de ideias de investimento.

No Brasil, a base para esse tipo de produto vem sendo montada há mais tempo. Em entrevista ao podcast Let’s Money em outubro de 2025, Carlos Mazzei, CTO do Itaú, afirmou que “a nossa jornada de IA é toda centrada em como a gente cria soluções que melhoram a vida dos nossos clientes e produtos financeiros como um todo”, e ressaltou que modernização de plataforma e preparação de dados vêm antes de escalar IA generativa. A camada conversacional que o OCBC estreia agora depende dessa fundação.

O que observar

Consultoria de patrimônio é um terreno sensível para automação: envolve decisões de risco, relação de confiança e clientes de alta renda acostumados a atendimento humano. O teste é se avatares conseguem sustentar esse vínculo em escala, sem elevar o custo de compliance nem a fricção de adoção. Manter o piloto restrito a um segmento de alta renda sugere que a prova de conceito ainda está no começo.

Vale acompanhar se a interface conversacional sai do private banking e chega ao varejo, onde o volume é maior e as necessidades, mais simples. Para instituições que estão construindo bases de IA generativa, a pergunta operacional é quanto do atendimento de investimentos migra para avatares antes que a confiança do cliente vire o gargalo.

Fontes: FinextraOCBCFortuneLet’s Money Podcast: Carlos Mazzei, CTO do Itaú

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